Nos dias 17 e 18 do corrente mês, o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Soares de Carvalho participou do encontro da Governança Africana das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em Abuja (Nigéria).
O evento foi organizado conjuntamente pelo Bureau da Região Africana da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho sedeado em Nairobi (Kenya) e a Sociedade Nacional da Cruz Vermelha da Nigéria.
Na véspera da organização da próxima Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (CI), da próxima Assembleia Geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) e do Conselho de Delegados (CoD) a terem lugar no próximo mês de Dezembro, a reunião da AGG (African Group Governance) teve como propósitos:
- Sessão de informação sobre as grandes operações da Federação Internacional em África no quadro de resposta às grandes catástrofes e crises que assolaram o solo africano nos últimos tempos como o Ciclone IDAI em Moçambique, Conflitos em República Democrática de Congo, Ataques terroristas na Nigéria, Guerra no Sudão, pandemia de ébola na região da África Austral, seca e fome na Região do Sahel;
- Sucessos e desafios no seio das Sociedades Nacionais Africanas (Apoios pelos pares, gestão dos problemas de governança e integridade).
- Sessão de informação sobre o funcionamento dos Grupos Sub-Regionais Africanos (Sahel Plus, West Coast, COSNAC, SAPRECS, África do Norte e RCNET).
- Progressos observados na implementação do Plano de Acção de Abidjan pelas Sociedades Nacionais Africanas.
- Preparação da Xª Conferência Pan-africana (PAC) a ter lugar em Nairobi (Quénia).
- Discussão sobre assuntos/questões da Governança no seio das Sociedades Nacionais Africanas e da FICR.
- Ponto da situação sobre as mudanças da governança e leadership no seio das Sociedades Nacionais Africanas e da FICR.
- Preparação das próximas reuniões estatutárias do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho a terem lugar na primeira semana do mês de Dezembro do ano em curso (Conferência Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (CI), da próxima Assembleia Geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) e do Conselho de Delegados (CoD).
Tomaram parte na reunião da AGG:
- Membros do Comité de Direcção da Xª Conferência Pan-africana (PAC) (Vice-Presidente e membros africanos do Conselho de Direcção da FICR; o Presidente e o Secretário do Comité de Direcção do PAC)
- Membros da AGG (Membros Africanos do Conselho de Direcção da FICR, os Presidentes dos Grupos Sub-Regionais, a Conselheira Regional para África).
- Director Substituto para a Região África da FICR.
De regresso para Cabo Verde em trânsito para o Senegal, o Presidente teve encontros de trabalho dom as Delegações do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR) e du Bureau de Cluster Sahel da FICR.
Conselho Local da Praia tem em andamento um projecto de apoio às comunidades carenciadas. Neste ultimo fim de semana foram realizadas várias activi
A Cruz Vermelha de Cabo Verde defende valores comunitários que incentivam o respeito a outros seres humanos e a disposição de trabalhar juntos para encontrar soluções para diferentes problemas das comunidades.
A Cruz Vermelha de Cabo Verde, através dos Conselhos Locais, tem ainda o compromisso de fornecer às comunidades informações oportunas, relevantes e acionáveis que salvam e melhoram as suas vidas.
Nova York, 19 de setembro de 2019 - Um novo relatório “ O custo de não fazer nada” pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC) adverte que o número de pessoas que precisam de assistência humanitária todos os anos como resultado de desastres relacionados ao clima pode dobrar até 2050.
O relatório estima que o número de pessoas que precisam de assistência humanitária como resultado de tempestades, secas e inundações possa ultrapassar 200 milhões anualmente - comparado a um número estimado de 108 milhões hoje.
Além disso, sugere que esse aumento no número de pessoas pagaria um preço financeiro enorme, com os custos humanitários relacionados ao clima chegando a 20 bilhões de dólares por ano até 2030, num cenário mais pessimista.
Falando em Nova York, na véspera da Cúpula de Ação Climática da ONU, o presidente da IFRC, Francesco Rocca, disse:
“Essas descobertas confirmam o impacto que a mudança climática está tendo, e continuará tendo, em algumas das pessoas mais vulneráveis do mundo. Também demonstra a tensão que o aumento de desastres relacionados ao clima poderia causar às agências de ajuda e doadores. ”
“O relatório mostra o custo claro e assustador de não fazer nada. Mas também mostra que há uma chance de fazer algo. Mas agora é a hora de tomar medidas urgentes. Ao investir na adaptação climática e na redução do risco de desastres, inclusive por meio de esforços para melhorar o alerta precoce e a ação humanitária antecipada, o mundo pode evitar um futuro marcado pela escalada do sofrimento e pelo aumento dos custos da resposta humanitária ” , disse Rocca.
O custo de não fazer nada se baseia no trabalho e na metodologia do relatório Shock Waves do Banco Mundial e se baseia em dados da ONU, no banco de dados internacional de desastres do EM-DAT, bem como nas estatísticas de desastres da IFRC. O relatório mostra que estamos diante de uma escolha gritante. Nenhuma ação e custo provavelmente aumentarão. Tomar acções determinadas e ambiciosas agora que priorizem o desenvolvimento inclusivo e inteligente para o clima e o número de pessoas que precisam de assistência humanitária internacional anualmente podem cair para 68 milhões em 2030 e até cair para 10 milhões em 2050 - um redução de 90% em relação a hoje.
Julie Arrighi, consultora do Centro Climático da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, e uma das principais colaboradoras do relatório, disse:
“Neste relatório, apresentamos algumas das possíveis consequências, caso a comunidade global não consiga aumentar a ambição de enfrentar os riscos crescentes em um clima em mudança. Também mostra alguns dos possíveis resultados positivos se, de fato, a comunidade global agir agora para criar resiliência, adaptar-se e enfrentar a atual crise climática
"Esperamos que este relatório ajude a criar impulso durante a próxima Cúpula de Ação Climática e além, para aumentar o investimento em desenvolvimento inclusivo e inteligente para o clima - incluindo emissões reduzidas, mas especialmente esforços renovados para se adaptar aos riscos crescentes", disse Arrighi.
Para ler o relatório completo visite www.ifrc.org/costofdoingnothing
Cerca de 30 crianças da Zona do Paiol participa da Colónia de Férias no Conselho Local da Praia.
Reciclagem, Jogos, História do Movimento da Cruz Vermelha e visita ao Eco Centro em São Domingos são algumas das actividades já realizadas no decorrer da semana passada.
A Colónia de Férias contou ainda com a participação do artista Paulo Rosa com aulas de "Pintura Artística" para criançada e ajuda de alguns voluntários.
Segundo Giovanna da Silva Évora, voluntária há 5 anos na Cruz Vermelha, trabalhar com essas crianças tem sido algo gratificante e espera poder participar de mais iniciativas do género.
Nesta sexta-feira, no dia 30, está prevista uma exposição artística com os trabalhos realizados por essas crianças.