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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Membros do Conselho Superior da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) recebem delegação institucional da Casa África e da Câmara Municipal da Cidade de Las Palmas de Gran Canaria, chefiada pelo Secretario Geral da Casa África, Sr. Justo Artiles.

O propósito é a elaboração e lançamento de um projeto formativo e de cooperação, no domínio da proteção civil e emergências, na Praia. A formação deverá abranger as pessoas que trabalham ligadas aos serviços de proteção Civil e os Bombeiros municipais da Praia.

Para isso, o grupo também está a realizar reuniões com membros das diferentes autoridades locais para conhecer quais são as principais necessidades ou debilidades que devem ser trabalhadas e nas quais se deve focar. É que esta primeira missão é de diagnóstico e estudo, na Praia.

O objetivo é trabalhar com as comunidades e os profissionais que laboram nas áreas de proteção civil e gestão de emergências, preparando-os para atuar rápida e eficazmente em situações de crise, dando-lhes competências necessárias para antecipar, identificar e avaliar os riscos e desenvolver estratégias de gestão eficazes.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde trabalha na área da proteção civil na ótica de proteger as pessoas e salvar vidas. Líder em primeiros socorros, com vasta experiência, a CVCV tem uma enorme responsabilidade no sistema da proteção civil, trabalhando com formação, gestão e respostas emergenciais. 

Entretanto, conforme explica o Presidente Arlindo de Carvalho, com o aumento das vulnerabilidades, agravadas, sobretudo com as emergências climáticas, a Casa de África é, para a Instituição humanitária nacional, “uma referência, onde podemos beber das sua experiência. Neste sentido, gostaríamos de trabalhar com eles em projetos que abranjam todas as instituições que fazem parte da proteção civil”, vinca.

A CVCV está representada em todos os municípios, funcionando com conselhos locais, com equipas e estruturas, com protocolos institucionais de valor e com um capital importante que é o corpo de voluntariado. 

Mas ainda faltam recursos, meios e melhor capacitação técnica, conforme explica o secretário-geral, Salomão Furtado. ”Temos uma responsabilidade acrescida somos chamados quando temos situações de emergência e temos de ter capacidade de resposta que as vezes é limitada pela falta de recursos e meios”, enfatiza.

Uma parceria com a Casa África poderia ajudar a colmatar a necessidade de reciclagem em termos de formações que para o arquiteto, Francisco Duarte é importante mas mais importante, na sua ótica, é saber trabalhar com a previsibilidade das ocorrências, daí que ele considera que a experiência das Canárias poderá ser uma mais-valia, principalmente para as pessoas que sofrem diretamente com as ocorrências.

Casa África é uma instituição de diplomacia pública promovida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação cuja área de atuação é a África subsaariana. A Câmara Municipal de Las Palmas de Gran Canária faz parte das entidades públicas que integram o Consórcio Casa África.

 

Cruz Vermelha de Cabo Verde esteve representada na reunião anual do Conselho de Administração da Associação das Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho dos países africanos de língua oficial francesa, portuguesa e espanhola (ACROFA) e do Conselho de Administração do Centro Logístico de África da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelha com sede em Las Palmas, Canarias. 

No encontro foram abordadas a problemática das demandas humanitárias no contexto atual, o engajamento dos parceiros europeus, do Movimento Internacional nos projetos estratégicos da Cruz Vermelha de Cabo Verde. 

Ainda os representantes da Instituição nacional, o Presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, e o Secretário-geral, Salomão Furtado participaram em algumas das atividades comemorativas dos 150 da ação humanitária da Cruz Vermelha Espanhola nas Ilhas Canárias.

Na reunião anual da ACROFA, que decorreu em Tenerife, nas Canárias, participaram representantes da Federação Internacional, do Comité Internacional e das sociedades da Cruz Vermelha, espalhadas pelo mundo.

O que é a ACROFA

A ACROFA é um órgão de consulta, reflexão, coordenação regido pelos Princípios Fundamentais do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Composta por 32 Estados-Membros e 6 Estados-Membros Associados, A ACROFA reúne-se de quatro em quatro anos, em sessão ordinária, a convite do Presidente em exercício e de acordo com o Conselho Diretivo.

Os membros associados da ACROFA são as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho que contribuem financeira e tecnicamente para a realização de seus objetivos. E os Estados-Membros associados são: Andorra, Bélgica, Espanha, França, Itália e Luxemburgo.

Os membros da ACROFA são as Sociedades Nacionais Africanas da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, reconhecidas pelo CICV e admitidas pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde está a assinalar este mês de Julho – Mês de Combate às Hepatites Virais, destacando e chamando a atenção para a importância desta luta nos bilhetes da Lotaria Nacional deste mês.

Conselho Local da Cruz Vermelha de Cabo Verde, de São Vicente, junta-se à Biosfera Cabo Verde em campanha de limpeza de praia na ilha de São Vicente. 

São campanhas levadas a cabo, com diversos parceiros, com o propósito de preparar as praias para a época de desova das tartarugas marinhas.

Durante pouco mais de 2 horas foram retirados da praia 385 kg de lixo, sendo que a maioria era resíduos da indústria da pesca e lixos de plástico – resíduos que afetam muito a espécie.

Além dos voluntários do Conselho Local da Cruz Vermelha de Cabo Verde, de São Vicente, a Biosfera cabo Verde contou ainda com o apoio de amantes da natureza dos grupos: Volunturismo São Vicente e Nô Bai Associação.

A Biosfera Cabo Verde é uma organização ambientalista sem fins lucrativos, que tem por missão promover a defesa da conservação das espécies costeiras e marinhas e dos seus habitats e mobilizar a sociedade civil cabo-verdiana para a proteção do ambiente.

 

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