Centro da Terceira Idade da Cruz Vermelha de Cabo Verde, na Fazenda, sob a coordenação de Nilda Borges, recebe conversa aberta sobre “O Papel do Apoio Familiar na Saúde Mental dos Idosos”.
A iniciativa aconteceu no âmbito da atividade “2024: Ano da Saúde Mental em, Cabo Verde. Saúde Mental, prioridade e compromisso de todos”, promovida pelo Ministério da Saúde.
No centro da Cruz Vermelha a atividade foi orientada pela psicóloga Janine Pipa e pelo fisioterapeuta Yannick Araújo, com o propósito de promover uma reflexão sobre a importância do apoio familiar e dos cuidados com a saúde para a saúde mental dos idosos.
A conversa com a psicóloga foi a volta dos cuidados essenciais para a saúde dos idosos, informando os participantes sobre as formas de manter uma rotina de cuidados com a saúde, alimentação equilibrada, sono de qualidade, exercício físico, controle de medicação e apoio familiar para um envelhecimento saudável com melhor qualidade de vida.
Janine Semedo abordou com os presentes a importância de cada um se priorizar, explicando que corpos e mentes sãos e bem cuidados estão melhores preparados para ajudar e apoiar o outro.
Durante o encontro os 17 participantes fizeram exercícios de relaxamento visando a promoção do bem-estar, sob a orientação do fisioterapeuta Yannick Araújo, que abordou a importância do exercício físico e especialmente de exercícios de alongamento e respiração.
Visando mostrar ao grupo que é possível exercitar e se alongar em diferentes circunstâncias, Araújo começou explicando aos idosos a importância da respiração e dos exercícios mostrando-os como podem mexer o corpo mesmo sentados.
Ao som da música “Hino à Gratidão”, de Mário Lúcio Sousa, os participantes finalizaram os exercícios, aplaudindo e agradecendo pela iniciativa.
Assinala-se nesta segunda-feira, 19 de Agosto, o Dia Mundial Humanitário. A Cruz Vermelha de Cabo Verde enaltece a dedicação de todos os seus voluntários, profissionais, colaboradores e doadores que auxiliam a Instituição na proteção e apoio aos mais vulneráveis.
Instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 2008, para homenagear as pessoas que dedicam suas vidas a ações humanitárias, a data foi escolhida para recordar o atentado ao Escritório das Nações Unidas no Iraque, ocorrido em 2003, que vitimou 22 pessoas, entre as quais o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, funcionário da organização que dedicou sua carreira à promoção da paz, com destacada atuação em assuntos humanitários.
O Dia Mundial Humanitário surge para enaltecer os trabalhadores humanitários de todo o mundo, reconhecendo sua inestimável contribuição em favor das vítimas de crises humanitárias. Também sublinha a importância de assegurar a proteção desses trabalhadores, de facilitar o acesso de assistência às populações afetadas e de respeitar o Direito Internacional Humanitário.
Heróis comuns
Conforme a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, os voluntários e trabalhadores humanitários não são super-heróis. São pessoas comuns, fortalecidas por sua compulsão de ajudar os outros e equipadas com treinamento e experiência sobre como responder durante emergências.
O texto dedicado aos humanitários, diz ainda que esses voluntários não são isentos de medo. São treinados para lidar com situações difíceis e se proteger da melhor forma possível, mas esse treinamento não pode protegê-los totalmente se eles não receberem o total respeito, acesso e apoio que merecem enquanto trabalham urgentemente para salvar vidas.
Durante os quatro dias do maior e mais antigo festival de música do país – Festival da Baía das Gatas – a Cruz Vermelha de Cabo Verde enviou um grupo de voluntários, através do Conselho Local de São Vicente, para responder a situações emergenciais.
Com uma tenda montada, naquela praia, durante a 40ª edição do evento que, pela primeira vez durou 4 dias, os Jovens trabalharam por turno, atendendo pessoas em situação de emergência, prestando os primeiros socorros. De quinta-feira (15) à esta segunda-feira (19) foram feitos 11 turnos de 10 elementos cada.
Nos postos de socorro da Cruz Vermelha foram atendidas quase 200 pessoas, a maioria com problemas de diarreia e vómito causadas por intoxicações alimentares, pequenos ferimentos, dores de cabeça e mal-estar devido ao sol forte, e ainda devido ao uso exagerado de bebidas alcoólicas.
Conforme explica o Presidente do Conselho Local de São Vicente Benvindo Leston, dos casos atendidos nove, que necessitaram de atendimento mais especializado, foram evacuados para o Banco de Urgências do Hospital Baptista de Sousa.
Leston alertou para o uso abusivo do álcool. É que foram atendidas pessoas quase que em coma alcoólico por passarem muito tempo bebendo e sem comer.
O responsável enaltece o grande trabalho feito pelos enfermeiros e socorristas que dedicaram incansavelmente em todos os turnos de trabalho, respondendo a demanda com bastante profissionalismo e empenho.
As fileiras de voluntariado da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) contam com 22 novos voluntários que agora estão preparados para, juntos com os 300 que já colaboram com o Conselho Local da Praia, responder às solicitações dos mais vulneráveis em diferentes comunidades.
Com os recém-formados, o Conselho Local da Praia da Cruz Vermelha de Cabo Verde cumpre assim com a prioridade da Instituição Humanitária de continuamente formar e fidelizar voluntários para contribuir para um Cabo Verde melhor, auxiliando os poderes públicos e apoiando pessoas e comunidades mais vulneráveis.
O Vice-presidente do Conselho Local, Júlio Gomes incentiva o grupo a aproximar-se cada vez mais da Instituição, partilhando responsabilidades e estando sempre presentes no dia-a-dia do Conselho Local e de toda a Cruz Vermelha.
O Presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, também exorta os novos voluntários a ousarem mais, lembrando, com orgulho, que suas bases na Instituição começaram como voluntário no Conselho Local da Praia.
Logo, como ele explicou, ser voluntário vai além de prestar serviços para o bem das comunidades. Há que também ousar no desenvolvimento de projetos geradores de rendimento e que promovam o desenvolvimento da Instituição.
Durante o encerramento da formação o Presidente apresentou uma comunicação sobre o Direito Internacional Humanitário, que foi um dos temas abordados na formação. Participativos e engajados, os recém-formados mostraram-se bem interessados e com conhecimentos adquiridos.
É certo que receber um certificado e um cartão de voluntário faz aumentar as responsabilidades, conforme expôs o secretário-geral Salomão Furtado. Entretanto, ele assevera aos novos voluntários que é recompensador assumir a missão de minimizar o sofrimento humano.
Saudando e felicitando os formados pela etapa vencida, Furtado incentiva o grupo a procurar melhorar os seus conhecimentos, apostando no aprendizado das línguas, especialmente as quatro de trabalho do Movimento Internacional (Inglês, Francês, Espanhol, Árabe), para que possam estar mais aptos a exercer a sua condição de voluntário na Instituição Humanitária que está presente em 191 países. Para isso ele sugere que frequentem o Conselho Local, onde poderão usar a Internet para reforçar os seus conhecimentos, arrematando que “a CVCV conta com vocês nessa missão de minimizar o sofrimento humano, e continuar com o ideal de Henry Dunant de fazer cada vez mais”.
Durante o encerramento da formação a Coordenadora Nacional da Juventude, Kenny Monteiro, abordou com os novos voluntários da Cruz Vermelha a importância e como funciona a Plataforma dos Voluntários e ainda explicou como funciona o cartão de voluntariado.