A Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) lança nesta quarta-feira (28) o seu primeiro relatório regional sobre deslocamentos causados pelas mudanças climáticas, com foco no continente africano.
Intitulado "Forçados a Fugir em um Clima em Mudança", o documento apresenta formas concretas de como as Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, juntamente com comunidades afetadas, estão ajudando pessoas a se prepararem e a se adaptarem às mudanças climáticas — permitindo que permaneçam em segurança em seus lares ou, quando necessário, se desloquem com dignidade.
O relatório reúne 30 estudos de caso de 15 Sociedades Nacionais na África — incluindo Burkina Faso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Quênia, Malawi, Mali, Moçambique, Níger, Nigéria, Senegal, Somália, Sudão do Sul e Uganda. Essas experiências mostram como ações locais já estão sendo implementadas em áreas como:
• Identificação e redução de riscos;
• Promoção de medidas de adaptação;
• Preparação e resposta antecipada para minimizar impactos;
• Assistência e proteção às populações vulneráveis;
• Apoio à recuperação resiliente das comunidades.
O relatório reforça o papel essencial das ações humanitárias e comunitárias na resposta às mudanças climáticas e no enfrentamento dos deslocamentos forçados que elas agravam.
A Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Dra. Patrícia Portela de Souza, enalteceu o papel “ímpar” da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) durante uma visita de cortesia à sede da instituição humanitária, na cidade da Praia. Acompanhada pelo novo economista do Sistema das Nações Unidas no país, Aliou Diouf Mballo, a representante das Nações Unidas destacou a atuação da CVCV como fundamental para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no arquipélago.
“Quero expressar o meu mais profundo reconhecimento pelo trabalho que a Cruz Vermelha de Cabo Verde tem desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou Patrícia Portela, ressaltando a relevância das ações da organização nas áreas da Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade Urbana, Justiça, Paz e Ação Climática.
Durante a visita, a comitiva da ONU teve oportunidade de conhecer os principais projetos e programas em curso nos diferentes municípios do país. A atuação da CVCV, enquanto auxiliar dos poderes públicos, foi particularmente destacada pela sua abrangência e impacto, especialmente nas comunidades mais vulneráveis.
Portela fez questão de elogiar o papel da Cruz Vermelha no combate à dengue, sublinhando o forte envolvimento dos voluntários e das comunidades locais como um exemplo de mobilização eficaz e cidadania ativa.
“Djunta mon” – foi a expressão cabo-verdiana escolhida por Portela para reforçar o espírito de colaboração que deseja ver cada vez mais presente entre o Sistema das Nações Unidas e a Cruz Vermelha. “Podem contar que no Sistema das Nações Unidas têm companheiros de trabalho. Queremos desenvolver um trabalho conjunto que produza impactos reais e duradouros”, disse.
A visita insere-se nas comemorações do Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, celebrado a 8 de maio. Os representantes da ONU foram recebidos pelo Presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, pelo Secretário-Geral, Salomão Furtado, pelo responsável da área da Saúde, Júlio Rodrigues, e por Ângela Vaz, ponto focal para os Assuntos Comunitários.
A Coordenadora das Nações Unidas, que já exerceu funções em sete outros países, mostrou-se determinada a manter uma relação próxima com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, destacando a importância de reforçar parcerias para “não deixar ninguém para trás”, especialmente nas áreas ambiental, social e de gestão de riscos.
Os Jogos CVCV assinalam nesta quinta-feira (22) o primeiro aniversário da sua digitalização e modernização, reforçando o seu compromisso com a inclusão e a proximidade, pilares essenciais da nova fase dos Jogos CVCV.
Um ano após a entrada na era digital, a prioridade continua a ser clara: tornar os jogos cada vez mais acessíveis, próximos das pessoas e alinhados com as realidades de todas as ilhas. É neste espírito que os Jogos CVCV anunciam o lançamento de um novo canal: o Agente Ambulante, associado ao agente tradicional.
Este novo modelo tem como principal objetivo promover a igualdade de oportunidades, especialmente para aqueles que enfrentam maiores dificuldades no uso das novas tecnologias ou no acesso a canais digitais.
Através deste formato, pretende-se assegurar que ninguém fique de fora, e que todos, em qualquer localidade, possam tentar a sua sorte e participar com confiança.
Este novo passo é mais do que uma inovação operacional — é um gesto de compromisso com os valores que norteiam a Cruz Vermelha de Cabo Verde há 50 anos: solidariedade, inclusão e proximidade com as comunidades.
Com este lançamento, os Jogos CVCV continuam a transformar vidas, a distribuir sorrisos e, acima de tudo, a estreitar os laços com os seus agentes e jogadores, de Santo Antão à Brava. Porque modernizar é também garantir que todos e todas possam caminhar juntos neste processo de evolução.
Desde o lançamento da nova plataforma digital de jogos sociais da CVCV a esta parte, os Jogos CVCV fizeram seis (6) novos milionários, inclusive um deles foi contemplado com o prémio máximo do Totoloto – 50 milhões de escudos. Além disso o jogo distribui semanalmente mais de 10 mil prémios, dando a possibilidade de os jogadores ganharem até 195 prémios com uma única aposta múltipla premiada.
A juventude da Cruz Vermelha de Cabo Verde está a participar numa formação em Educação Financeira e Gestão de Projetos, promovida pelo Portfólio Crescimento Inclusivo, Emprego, População e Juventude do Escritório Conjunto do PNUD, UNICEF e UNFPA, em parceria com organizações da sociedade civil. Esta iniciativa visa reforçar as competências dos jovens e contribuir para o fortalecimento do ecossistema de emprego e empregabilidade em Cabo Verde.
A ação decorre na cidade do Mindelo até ao dia 17 de Maio e envolve 30 jovens com idades entre os 18 e os 35 anos, oriundos das ilhas de Barlavento (Boa Vista, Sal, São Nicolau, São Vicente e Santo Antão).
Com o objetivo de dar resposta aos desafios crescentes enfrentados pelos jovens no mercado de trabalho, esta formação dá especial atenção aos chamados jovens NEET – aqueles que não se encontram inseridos no sistema de ensino, nem no mercado de trabalho ou em formação profissional.
De acordo com o Inquérito Multiobjectivo Contínuo (IMC) de 2023, a taxa de emprego em Cabo Verde foi de 51,8%, correspondendo a 190.461 pessoas empregadas. O número de desempregados foi estimado em 21.853, o que representa uma taxa global de 10,3%, sendo 9,4% entre os homens e 11,4% entre as mulheres. Entre os jovens dos 15 aos 24 anos, a taxa de desemprego atingiu os 23,9%, e entre os 25 e 34 anos, foi de 12,5%. Já entre os jovens NEET, a taxa estimada é de 25,7%, o equivalente a 21.251 indivíduos.
Segundo o Escritório Conjunto do PNUD, UNICEF e UNFPA, este grupo carece de oportunidades específicas que promovam o desenvolvimento de competências-chave para uma inserção produtiva e sustentável no mundo do trabalho.