A Coordenadora Residente do Sistema das Nações Unidas em Cabo Verde, Dra. Patrícia Portela de Souza, enalteceu o papel “ímpar” da Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) durante uma visita de cortesia à sede da instituição humanitária, na cidade da Praia. Acompanhada pelo novo economista do Sistema das Nações Unidas no país, Aliou Diouf Mballo, a representante das Nações Unidas destacou a atuação da CVCV como fundamental para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no arquipélago.
“Quero expressar o meu mais profundo reconhecimento pelo trabalho que a Cruz Vermelha de Cabo Verde tem desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou Patrícia Portela, ressaltando a relevância das ações da organização nas áreas da Saúde e Bem-Estar, Sustentabilidade Urbana, Justiça, Paz e Ação Climática.
Durante a visita, a comitiva da ONU teve oportunidade de conhecer os principais projetos e programas em curso nos diferentes municípios do país. A atuação da CVCV, enquanto auxiliar dos poderes públicos, foi particularmente destacada pela sua abrangência e impacto, especialmente nas comunidades mais vulneráveis.
Portela fez questão de elogiar o papel da Cruz Vermelha no combate à dengue, sublinhando o forte envolvimento dos voluntários e das comunidades locais como um exemplo de mobilização eficaz e cidadania ativa.
“Djunta mon” – foi a expressão cabo-verdiana escolhida por Portela para reforçar o espírito de colaboração que deseja ver cada vez mais presente entre o Sistema das Nações Unidas e a Cruz Vermelha. “Podem contar que no Sistema das Nações Unidas têm companheiros de trabalho. Queremos desenvolver um trabalho conjunto que produza impactos reais e duradouros”, disse.
A visita insere-se nas comemorações do Dia Mundial da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, celebrado a 8 de maio. Os representantes da ONU foram recebidos pelo Presidente da CVCV, Arlindo de Carvalho, pelo Secretário-Geral, Salomão Furtado, pelo responsável da área da Saúde, Júlio Rodrigues, e por Ângela Vaz, ponto focal para os Assuntos Comunitários.
A Coordenadora das Nações Unidas, que já exerceu funções em sete outros países, mostrou-se determinada a manter uma relação próxima com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, destacando a importância de reforçar parcerias para “não deixar ninguém para trás”, especialmente nas áreas ambiental, social e de gestão de riscos.