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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

O Primeiro-Ministro, Ulisses Correia e Silva, reuniu-se com o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, para analisar a situação da ilha de São Vicente após os estragos causados pela tempestade de 11 de agosto e avaliar as respostas de emergência em curso.

Na ocasião, o Chefe do Governo destacou o papel determinante da Cruz Vermelha de Cabo Verde, sublinhando que a instituição tem sido uma parceira de primeira linha na gestão de crises, desde as secas severas até à pandemia da COVID-19.

Ulisses Correia e Silva salientou ainda que, em São Vicente, a Cruz Vermelha continua a desempenhar um papel crucial no apoio às populações afetadas, atuando em estreita coordenação com o Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros.

O encontro permitiu também reforçar a parceria estratégica entre o Executivo e a Cruz Vermelha, com o compromisso de garantir respostas cada vez mais rápidas, eficazes e articuladas em situações de emergência.

As Ilhas Canárias uniram esforços para apoiar as famílias e comunidades cabo-verdianas afetadas pelas chuvas torrenciais de 11 de agosto. Numa onda de solidariedade, foram arrecadados donativos que incluem materiais escolares, alimentos, cobertores, utensílios de cozinha, bidões para transporte de água e outros bens de primeira necessidade.

Os contentores com estes materiais seguem esta semana para Cabo Verde, trazendo não apenas ajuda humanitária, mas também uma mensagem de proximidade e esperança às populações que enfrentam dificuldades após a calamidade.

A operação está a ser coordenada pela Cruz Vermelha das Canárias, em estreita articulação com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, e conta ainda com a colaboração de outras delegações da Cruz Vermelha a nível internacional, num esforço conjunto para garantir que o apoio chegue de forma rápida e eficaz a quem mais precisa.

Com isto, está-se a reforçar a importância da cooperação internacional e do espírito humanitário que une povos e comunidades em momentos de maior vulnerabilidade.

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Foto: Bob Lima

A Cruz Vermelha Portuguesa associou-se à campanha #ReconstruirComEsperança, lançada pela Cruz Vermelha de Cabo Verde, reforçando o espírito de solidariedade e união em resposta à tragédia provocada pelas chuvas intensas de 11 de agosto.

A iniciativa, que mobiliza voluntários e profissionais em todas as ilhas através das delegações locais, tem como objetivo prestar assistência imediata às famílias afetadas e apoiar os esforços de reconstrução nas comunidades mais atingidas.

Para garantir uma resposta concertada e eficaz, a Cruz Vermelha Portuguesa lançou uma campanha de angariação de fundos, destinada a apoiar milhares de pessoas que enfrentam as consequências das inundações. As tempestades devastaram sobretudo as ilhas de São Vicente e Santo Antão, deixando um rasto de destruição: edifícios parcialmente destruídos, estradas intransitáveis, infraestruturas severamente danificadas e muitas famílias desalojadas, sem acesso a bens essenciais.

“O apoio às populações afetadas pelas cheias em Cabo Verde constitui uma prioridade humanitária, sendo fundamental para garantir a recuperação, a dignidade e a autonomia das comunidades atingidas”, sublinhou António Saraiva, Presidente Nacional da Cruz Vermelha Portuguesa.

Segundo dados oficiais nove pessoas perderam a vida em São Vicente e cerca de 1.500 foram obrigadas a abandonar as suas casas.

A campanha #ReconstruirComEsperança simboliza, assim, a capacidade de transformar dor em força e incerteza em novos começos, com a solidariedade a unir Cabo Verde, Portugal e a rede humanitária internacional.

 

Como auxiliar dos poderes públicos, a Cruz Vermelha de Cabo Verde tem estado na linha da frente em São Vicente, ao lado do Gabinete de Crise, contribuindo para o levantamento de dados essenciais que permitirão uma reconstrução coordenada e eficaz da ilha do Monte Cara, fortemente atingida pelas chuvas de 11 de agosto.

No terreno, os voluntários da CVCV garantem uma onda de solidariedade através da distribuição de refeições quentes, cestas básicas, água e outros donativos às famílias afetadas. A instituição disponibiliza ainda apoio de profissionais de saúde e está a avaliar formas de assegurar acompanhamento psicológico pontual às pessoas acolhidas nos centros.

Santo Antão

Em Porto Novo, Santo Antão, os voluntários do Conselho Local da Cruz Vermelha de Cabo Verde foram capacitados em Primeiros Socorros Psicológicos.

A formação foi conduzida por Teresa Raposo, da Cruz Vermelha Portuguesa, e faz parte da campanha lançada após as chuvas de 11 de agosto.

A mesma capacitação também aconteceu na ilha de São Vicente, dinamizada pelo psicólogo cabo-verdiano Jacob Vicente.

São Nicolau

Em São Nicolau, voluntários da Cruz Vermelha, em parceria com a Câmara Municipal, a Proteção Civil, o Ministério da Agricultura, a Polícia Nacional e a Sociedade Civil, juntaram-se em Ribeira Brava para preparar um plano de contingência para fazer face as chuvas torrenciais.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde reafirma, assim, a sua missão de presença, esperança e cuidado, respondendo lado a lado com as autoridades e a comunidade cabo-verdiana neste momento de reconstrução. 

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