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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

De forma lúdica e divertida, crianças de 22 escolas de São Vicente estão a aprender que lavar as mãos é um ato simples que pode salvar vidas.

A iniciativa é promovida pela Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) no âmbito das ações de prevenção de doenças e promoção da higiene e da saúde após a passagem da tempestade Erin.

As atividades incluem demonstrações práticas, jogos educativos e momentos de sensibilização sobre a importância da higiene pessoal e ambiental, especialmente em períodos pós-tempestade, quando o risco de doenças transmitidas pela água e pelo contacto direto tende a aumentar.

Segundo a Cruz Vermelha de Cabo Verde, estas ações têm como objetivo fortalecer a consciência sanitária nas comunidades escolares, incentivando hábitos de higiene que protegem a saúde das crianças e das suas famílias.

A organização reforça que a educação preventiva é essencial para evitar surtos de doenças e promover um ambiente mais seguro e saudável para todos, em especial nas zonas afetadas por fenómenos climáticos como a tempestade Erin.

15 de outubro - Dia Mundial da lavagem das mãos

Assinala-se hoje o Dia Mundial da lavagem das mãos e de acordo com dados da Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, milhares de milhões de pessoas em todo o mundo ainda não têm acesso a instalações básicas de lavagem das mãos em casa, na escola ou na clínica de saúde local.

Neste sentido, o Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho está a destacar como a lavagem das mãos com sabão protege milhões de pessoas de doenças mortais e fortalece as comunidades em todo o mundo.

Há mais de seis décadas, no coração do caos dos campos de batalha, nasceu uma ideia que mudaria o rumo da ação humanitária. Diante da confusão e do sofrimento, emergiu a necessidade de princípios que orientassem escolhas éticas em meio às piores crises. Assim surgiram os Sete Princípios Fundamentais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho – Humanidade, Imparcialidade, Neutralidade, Independência, Voluntariado, Unidade e Universalidade –, formalmente adotados em 1965, mas sempre presentes na prática de quem serve sob o emblema da Cruz Vermelha.

Esses princípios não nasceram num escritório. São fruto da experiência real, da coragem e da necessidade de agir com integridade quando tudo parece desmoronar. São a bússola que nos guia através das linhas de frente, que nos permite reunir famílias separadas, prestar socorro sem discriminação e mobilizar voluntários com total imparcialidade.

Eles não são conceitos abstratos – são operacionais. Fazem a diferença entre a vida e a morte.

Mas hoje, essa bússola enfrenta sérios desafios. A confiança que sustenta a ação humanitária está a ser corroída. 2024 foi o ano mais mortífero de sempre para os trabalhadores humanitários, e 2025 segue a mesma trajetória trágica. As narrativas polarizadas — “connosco ou contra nós” — reduzem o espaço para a neutralidade. A desinformação mina a credibilidade das organizações e a ajuda é, muitas vezes, instrumentalizada por agendas políticas.

Estas pressões têm consequências humanas. Têm o rosto dos nossos colegas e voluntários que se tornam alvos de ataques. Têm o rosto das comunidades que ficam sem assistência porque o acesso é negado. O espaço humanitário, sustentado pelo respeito aos Princípios Fundamentais, está a diminuir perigosamente.

E a pergunta impõe-se: qual será o futuro da ajuda humanitária se a sua bússola estiver avariada?

Desde 1864, o emblema da Cruz Vermelha – o inverso da bandeira suíça – representa proteção, neutralidade e esperança. Não é apenas um logótipo, é uma promessa. Uma promessa que ainda podemos cumprir se reforçarmos o compromisso com os nossos princípios.

A Humanidade é a nossa razão de ser. A Neutralidade é o que nos permite chegar a todos os lados. A Imparcialidade assegura que a ajuda chega a quem mais precisa.

A Cruz Vermelha apela aos Estados, parceiros e à sociedade para que defendam este espaço humanitário vital:

• Protejam os trabalhadores e voluntários humanitários.

• Garantam que as sanções e restrições não impeçam a ajuda.

• Salvaguardem o uso dos emblemas humanitários.

• Combatam a desinformação que põe vidas em risco.

Mais do que nunca, precisamos reescrever o fim desta história.

Aja pela Humanidade. Proteja a Neutralidade. Defenda o espaço humanitário.

Voluntários Conselho Local de São Domingos da Cruz Vermelha de Cabo Verde participara nas atividades da Semana do Idoso, realizadas pela Câmara Municipal de São Domingos.

Foram dias dedicados à celebração da vida, da sabedoria e da experiência daqueles que tanto contribuíram — e continuam a contribuir — para o desenvolvimento da nossa sociedade.

As iniciativas reuniram idosos de diferentes localidades, como Ponta d’Água e Ribeira Grande de Santiago, proporcionando momentos de convívio, partilha e alegria. Cada sorriso, cada história e cada gesto lembraram-nos da importância de estarmos presentes uns para os outros, reforçando os laços que unem gerações.

O encerramento da semana foi marcado por uma visita à Cidade Velha, num intercâmbio enriquecedor com os idosos da Cidade Berço. Entre reencontros emocionantes, gargalhadas e memórias revividas, sentiu-se a força da amizade e o valor de cada vida partilhada.

 

Cuidar dos nossos idosos é um ato de amor e solidariedade, é reconhecer o legado de quem abriu caminho para o presente que hoje vivemos.

No âmbito das celebrações do Dia Internacional da Pessoa Idosa, o Centro Multiuso da 3ª Idade e Cuidados Integrados da Cruz Vermelha de Cabo Verde abriu hoje as suas portas para uma Feira de Promoção da Saúde, repleta de atividades dedicadas aos idosos que frequentam o centro.

A iniciativa contou com a presença da Coordenadora do Programa Nacional de Saúde de Idosos, Maria Natalina Silva, bem como de profissionais do Centro de Saúde da Fazenda, incluindo assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos.

Durante o dia, para além de rastreios e orientações na área da saúde, não faltaram música, alegria e momentos de convívio. Como lembrou Maria Silva, “a idade pede cuidados, sim, mas também pede leveza, sorrisos e animação”.

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