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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Muito brevemente o Conselho Local da Cruz Vermelha dos Mosteiros passará a ter a sua sede própria, que ficará localizada no sítio de Queimada Trás. Tudo indica que as obras que irão dar corpo a este grande sonho dos voluntários mosteirenses iniciar-se-ão nos próximos seis meses. E de acordo com a ideia do projeto o espaço irá albergar para além da sede da instituição ao nível local, instalações para ações sociais como lar de idosos, jardim infantil, entre outras.

A atual equipa da Cruz Vermelha de Cabo Verde, chefiada pelo Tenente Coronel Arlindo Soares de Carvalho tem feito de tudo para criar as condições básicas para fazer cumprir a natureza estatutária desta instituição humanitária, enquanto auxiliar dos poderes públicos nacionais, que são várias de entre as quais, prevenir e atenuar o sofrimento humano, como também, intervir nas áreas da saúde, educação, ambiente, juventude, terceira idade, catástrofe e primeiros socorros.

 

Para cumprir este nobre e ambicioso programa de governação têm conseguido incrementar parcerias, quer ao nível interno como a nível internacional, apostando fortemente na construção de infraestruturas que irão alicerçar as suas atividades nas 22 municipalidades existentes no país. Para isso tem contado com um forte engajamento das Câmaras Municipais.

 

Esta equipa que está à frente da Cruz Vermelha desde 2017 tem apostado fortemente, na melhoria das condições de vida das pessoas em situação de vulnerabilidade, no incremento de um ambicioso serviço de socorro e de emergência às vítimas de  calamidade, na promoção e na participação de crianças e jovens nas atividades da Cruz Vermelha, no fortalecimento da consciência do valor da solidariedade e na materialização dos projetos sociais, designadamente, no domínio da assistência aos idosos.

 

Foi assim que no passado mês de maio do ano em curso, a Câmara Municipal dos Mosteiros, presidida pelo Dr. Fernandinho Teixeira, doou à Cruz Vermelha de Cabo Verde, dois lotes de terreno com uma área total de 720 m2, localizados em Queimada Trás para a edificação da sede do seu Conselho Local e de Instalações para albergar projetos sociais.

É de salientar que conforme o contrato de doação, os lotes de terreno ofertados estão orçados em 720 mil escudos cabo-verdianas, e doravante cabe à Cruz Vermelha de Cabo Verde a implementação do projeto de acordo com o programa de governação, permitindo assim ao conselho local realizar o seu grande sonho de espaços próprios para a concretização das suas atividades.

 

Após as materialização das parcerias entre a Cruz Vermelha de Cabo Verde com as Câmaras Municipais de Santa Cruz na ilha de Santiago e a dos Mosteiros na ilha de vulcão tudo indica que dentro de pouco tempo será a vez da edilidade de S. Filipe também na ilha do Fogo visto que as negociações entre as duas instituições para a cedência de terrenos para ampliar e modernizar a sede local e os projetos sociais, assim como a edificação de uma base logística regional, tendo em conta a existência, nesta ilha, de um vulcão ativo, estão bem avançadas.

 

Aliás, na estada do Dr. Arlindo Carvalho na ilha do Fogo, aquando do empossamento dos novos dirigentes dos conselhos locais, para além da entrega de uma viatura hiace às estruturas locais, assinou com as Câmaras de S. Filipe e dos Mosteiros um protocolo que visa incentivar novas formas de governança e de gestão como o combate a pobreza, a promoção da inclusão social, a garantia de proteção civil e primeiros socorros em caso de ocorrências de situações adversas e emergenciais, entre outras.

Na ocasião, o responsável máximo da Cruz Vermelha em Cabo Verde anunciou a implementação de três projetos na ilha, sendo o primeiro relacionado com a gestão de riscos em ambiente de catástrofe, um outro com assistência sanitária nos povoados e localidades e o terceiro, destinado às mulheres chefes de famílias, denominado “clube das mães”.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde e a Câmara Municipal de Santa Cruz assinaram um protocolo de cooperação que incide no aproveitamento das valências de cada uma das partes em benefício da população dessa edilidade. A Cruz Vermelha de Cabo Verde irá colocar as suas experiencias em áreas como a saúde, educação, ambiente, juventude, terceira idade, catástrofe, entre outras, na melhoria das condições de vida das pessoas mais vulneráveis de Santa Cruz, como também ajudá-los a organizar e a garantir o serviço de socorro e emergência às vítimas de calamidade e a promover a participação de crianças e jovens nas atividades desta instituição humanitária.

Uma delegação da Cruz Vermelha de Cabo Verde, chefiada pelo seu presidente, Dr. Arlindo Soares de Carvalho, esteve ontem, 2 de junho do ano em curso, de visita ao Município de Santa Cruz.

Durante a sua estada nesta municipalidade do interior de Santiago, a delegação para além de se inteirar do trabalho dos voluntários do Conselho Local com o aparecimento dos primeiros casos positivos de infeção pelo novo coronavírus teve um encontro de trabalho com o Dr. Carlos Silva, Presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, que culminou com a assinatura de um importante protocolo de parceria institucional, que vai reforçar a cooperação  já existente entre as duas Instituições, e permitir o desenvolvimento, com sucesso, de programas, projetos e atividades que vai dinamizar e permitir o cumprimento, as Incumbências de ca uma.

O protocolo ora assinado manifesta o reconhecimento de interesse das partes, em institucionalizar as relações de colaboração com o propósito de melhor aproveitar as potencialidades humanas, logísticas e programáticas existentes, em benefício de vantagens advenientes na implementação conjunta de programas e ações nos vários domínios de intervenção local.

Esta parceria vai estimular novas formas de gestão e de governança, através de cooperação nos sectores como o combate a pobreza, a promoção da inclusão social, proteção civil e primeiros socorros face em situações de catástrofe e emergências, o desenvolvimento de programas de apoio às crianças, jovens, idosos, a difusão dos princípios humanitários, a eleição da cultura de paz e de ações humanitárias e sociais com o intuito de minimizar o sofrimento humano.

Para prossecução dessa cooperação as duas instituições comprometeram-se em estabelecer mecanismos que tornem exequível as suas participações nos projetos, programas e ações de forma a melhorar as condições sociais e ambientais do Município de Santa Cruz, de promover os princípios fundamentais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, de divulgar o Direito Internacional Humanitário, de mobilizar os jovens e voluntários para as atividades conjuntas, de capacitar a população para situações de catástrofe, emergências e primeiros socorros, entre outros.

No final do encontro a Câmara Municipal de Santa Cruz disponibilizou a Cruz Vermelha de Cabo Verde um lote de terreno de 300 m2, situado na cidade de Pedra Badejo, destinado a implementação de um projeto social ligado à terceira idade.


Os nossos patrícios na Holanda, através da “Ami é Cabo Verde” vão tudo fazer para minimizar o sofrimento dos mais desprotegidos em Cabo Verde, que para além de enfrentarem o temor da COVID-19, têm de tolerar a incerteza de levar a panela ao lume e garantir o sustento da família, diariamente.

 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde continua a sua nobre e gratificante missão de reforçar e alargar o seu auxílio não só aos mais necessitados, mas também, a uma franja considerável da população cabo-verdiana que em consequência de medidas redutoras e de confinamento imposta pelas autoridades sanitárias e atestadas pelo governo agravou-lhes a sua situação de garantia diário do sustento de suas famílias.

 

Para o efeito esta instituição filantrópica tem diversificado e ampliado suas ações, criando novas parcerias em diversas frentes para poder chegar a cada recôndito de Cabo Verde. Neste momento, está-se a efetivar o protocolo de cooperação assinado a 28 de abril do ano em curso com a associação “Ami é Cabo Verde”, sediada em Roterdão, Holanda. Trata-se um grupo de emigrantes crioulos, que sensibilizados com a situação complexa que o mundo atravessa e Cabo Verde em particular, sentiram-se na obrigação de fazer algo pelo torrão que os viu nascer, logo lançaram uma campanha de angariação de meios financeiros para ajudar os mais necessitados destas ilhas afortunadas. De imediato, apercebeu-se que a Cruz Vermelha de Cabo Verde seria uma parceira ideal para a materialização dos objetivos proposto, estabeleceram os contactos preliminares acertaram as posições, para depois assinarem um protocolo que estatuía as atribuições das partes.

É de realçar que a primeira parcela desta operação conjunta “Ami é Cabo Verde” e a Cruz Vermelha de Cabo Verde, no valor de 551.325$00 foi depositada desde a semana passada, na conta da instituição, que, à semelhança do que aconteceu com os fundos angariados pelo projeto “Driblado a COVID-19” procedeu-se as transferências dos montantes determinados, para as contas bancárias das casas comerciais identificadas pelos presidentes dos Conselhos Locais das ilhas contempladas.

 

Inclusive, o Concelho Local do Porto Novo, um dos contemplados nesta fase, já fez o levantamento dos géneros, estando na confeção das cestas básicas, que segundo consta, devem ser distribuídas até meados da semana que se inicia.

 
Deve-se destacar que o método utilizado para priorizar os Concelhos Locais do Porto Novo, Tarrafal de São Nicolau, Ilha da Brava e São Filipe que cobre ainda a edilidade de 
Santa Catarina do Fogo foram algumas especificidades dessas edilidades como a pobreza, aliados à seca dos últimos três anos e a perda dos meios de sobrevivência de muitas famílias, causada pela pandemia. O valor distribuídos a esses Conselhos Locais variam entre os 120.000$00 a 155.000$00. Os Conselhos Locais das ilhas de Santiago, Maio, São Vicente, Sal e Boa Vista ficaram para a próxima fase.

 

Segundo informações da Associação “Ami é Cabo Verde”, a campanha continua a todo o gás e já têm na sua posse vídeos enviados pela Cruz Vermelha de Cabo Verde onde os presidentes dos Conselhos locais abrangidos, confirmam e agradecem os donativos recebidos e afiançam que serão bem repartidos.

 

Para os promotores, a campanha tem sido bem acolhido e está prestes a atingir o valor de 20 mil euros, o dobro da quantia inicialmente prevista. Ainda, neste âmbito estão programados uma noite musical on-line, para o próximo dia 06 de Junho.

Apesar da ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava continua o repto de manter a ilha limpa de COVID-19 e de continuar a auxiliar os mais desprotegidos. 

O Conselho Local da Cruz Vermelha da Ribeira Brava em S. Nicolau iniciou as suas atividades de terreno, cumprindo as orientações dos órgãos centrais desta instituição filantrópica em consequência do aparecimento do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na ilha da Boavista, a 18 de março do ano em curso. 

 

Os objetivos provindos foram claros, evitar a disseminação da COVID – 19 em Cabo Verde. Para o efeito, a Cruz Vermelha de Cabo Verde através do seu departamento de Catástrofe, Emergência e Socorrismo produziu um plano de contingência que explicitava de entre outras medidas, massificar as informações e sensibilizações sobre as prevenções e o contágio pelo SARS Cov-2, garantir cestas básicas, refeições quentes, e produtos de higienização às famílias mais carenciadas, disponibilizar instalações e meios móveis da instituição, assim como apoiar à delegacia de saúde, delegação escolar, polícia nacional, entre outros serviços da edilidade, em tudo que lhes for solicitado.

 

Essas medidas destinam-se a assegurar a debelação da pandemia e concomitantemente garantir as necessidades básicas aos precisados, como a alimentação e o acesso à saúde, precavendo que essas famílias tenham que sair à rua na procura do “mata jejum” para o seu agregado.

 

Nos trabalhos de informação e sensibilização os voluntários da Ribeira Brava para além de deslocação diária aos diferentes povoados do município em sessões de esclarecimento e orientação de como prevenir e das formas de comportamento do vírus, usavam os programas radiofónicos semanais na rádio comunitária.

 

Em relação as medidas de proteção social para diminuir as debilidades surgidas em decorrência dos preceitos decretados no país para combater a COVID 19 o Governo, através do Ministério da Família e Inclusão Social, criou o Programa de Assistência Alimentar, coordenado pela Fundação Cabo-verdiana de Acão Social Escolar (FICASE), que em parceria com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Câmaras Municipais, Delegações Escolares, Proteção Civil, Forças Armadas, Cáritas de Cabo Verde, ONGs, entre outras instituições de cariz social tinham como tarefa identificar os beneficiários através do Cadastro Social Único, confecionar cestas básicas e fazer a sua distribuição.

 

Este Programa de Assistência Alimentar é direcionado as pessoas mais carenciadas, as famílias sem qualquer fonte de rendimento ou com proveito abaixo do salário mínimo e de agregados familiares em situação de pobreza extrema com crianças no sistema educativo.

 

No Município da Ribeira Brava, este programa encontra-se na sua terceira fase e contemplou todas as 22 localidades da edilidade, abrangendo 1.115 agregado familiar. Para Gabriela Brito, Presidente do Conselho Local da Ribeira Brava para se conseguir cobertura em termos de agregado familiar, contou-se com o apoio de várias casas comerciais e de particulares, assim como dos jogadores do combinado nacional de futebol que sob o lema “Mais do que o Amor pelo futebol, o nosso Coração bate por Cabo Verde”, e através do programa “Driblando a COVID-19” garantiram apoio a 40 famílias.

 

Ainda no âmbito das atividades desta instituição humanitária da ilha do Chiquinho segundo a Sra. Brito, com a parceria do Conselho Local de São Vicente, fizeram uma entrega simbólica de 466 caixas de medicamentos diversos, à delegacia de saúde local.

 “Com a implementação dos programas de luta ao novo coronavírus, pode-se concluir que as tarefas e os desafios foram enormes, extenuante, mas extremamente gratificantes. Exigiu muita energia e dedicação dos voluntários, que responderam sempre de forma dedicada e motivada, renunciando do aconchego familiar em prol dos mais vulneráveis e de toda a população de S. Nicolau” rematou aquela responsável.

 

Não obstante a ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava em S. Nicolau não irá baixar a guarda. Os imperativos não irão terminar por aqui, vão continuar o repto de manter a ilha limpa da COVID-19 e de prosseguir a auxiliar o extrato populacional mais desprotegido com entregas de cestas básicas. “Contamos ainda entregar durante esta semana, mais de 55 cestas básicas, doações de patrícios da ilha do Chiquinho a residir no exterior” finalizou Gabriela Brito. 

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