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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

 

O Festival da cavala, um dos eventos de referência em S. Vicente, não obstante as contrariedade e limitações provocadas pela COVID-18, a MariVentos em parceria com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Ministério da Economia Marítima, alguns Restaurantes em S. Vicente, CMSV, entre outros levaram a sua solidariedade a todos os cantos de S. Vicente.

 

Desde 2013 que a ilha de São Vicente festeja no mês de julho, Kavala Fresk Festival, em homenagem a Rainha Kavala, peixe muito nutritivo e que faz parte do quotidiano gastronómico dos cabo-verdianos. 

 

Este ano, tendo em conta a pandemia da COVID-19 a promotora MariVentos, para não deixar passar em branco este evento gastronómico, tido como o melhor de Cabo Verde, sem descurar asegurança e o conforto dos sanvicentinos decidiu fazer diferente. 

 

Para isso, para esta 8ª edição resolveu-se consagrar a SOLIDARIEDADE sob o desígnio “todos em casa, mas todos unidos pela vontade de um futuro melhor”. E, segundo Romine Oliveira, Presidente do Conselho Local da Cruz Vermelha em S. Vicente a organização acertou, através de uma ação solidária, desafiar os restaurantes do Mindelo a criarem pratos com peixe ou mariscos que seriam doados a instituições sociais da ilha para serem distribuídos às famílias mais desajudadas da ilha do Monte Cara.

 

 

Foi assim que no passado dia 11 de julho, dia que deveria se realizar a 8ª edição do “Cavala Fresk Festival” em parceria com os promotores, o Conselho Local de S. Vicente aceitou distribuir 600 marmitas confecionadas à base de cavala, uma marca do nosso mar e da nossa gastronomia, a todos os lugares de S. Vicente, onde existe um necessitado. 

 

Para o responsável da Cruz Vermelha em S. Vicente, não obstante a conjuntura que vivemos no planeta, em decorrência da pandemia, os promotores do evento não desabrigaram a sua responsabilidade social, estendendo a mão aos que mais precisam. “Um ato de louvar!” acrescentou.


Os voluntariosos da instituição humanitária de S. Vicente palmilharam várias localidades dentro e fora da cidade, chegando aos locais mais recônditos da ilha, priorizando as pessoas acamadas e com deficiência. “Em prol da humanidade, sempre percorremos léguas para alcançar o bem-estar do próximo!” enalteceu Romine Oliveira.


Continuando, disse que na Cruz Vermelha em S. Vicente, o dever de acolher o próximo e amenizar as desesperanças é uma constante. “Ter valiosas parcerias ornamenta a nossa atuação e torna a nossa ação mais célere e eficaz”, disse.


Esta nobre missão requerida pela MariVentos, no quadro da “Kavala Fresk Festival” foram 

cumpridas com êxito pelos voluntários do CLSV, em colaboração, com a distinta presença e apoio incondicional dos militares da 1ª Região Militar.

 

Ainda no âmbito das realizações, no dia 12, teve lugar um “flash mob” virtual que teve a participação da atriz brasileira Vanessa Giácomo na apresentou de uma receita de culinária via net.

A embaixadora do Reino de Espanha em Cabo Verde na sua visita à Cruz Vermelha de Cabo Verde, ficou encantada com os projetos que lhe foram apresentados, considerando-os importantes para o futuro desta instituição filantrópica.

Com o propósito de se inteirar dos trabalhos realizados pela Cruz Vermelha de Cabo Verde quer no âmbito do combate à COVID-19 que vem disseminando no nosso país desde o passado mês de março, como no de natureza social, o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Soares de Carvalho recebeu no passado dia 20 de julho, na sede desta instituição humanitária, no plateau, a embaixadora do Reino de Espanha em Cabo Verde, Dra. Dolores Rios.

O encontro principiou-se com o cumprimento de boas vindas endereçadas pelo Tenente Coronel Arlindo de Carvalho à Dra. Dolores Rios, que visitava à Cruz Vermelha de Cabo Verde pela primeira vez, para de seguida ressalvar a excelente relação de cooperação existente entre o Estado de Cabo Verde e o Reino de Espanha e entre a nossa instituição filantrópica e a sua congénere espanhola.  Continuando, fez uma incursão pela história da Cruz Vermelha desde a sua criação até ao presente para depois centralizar a sua intervenção nos trabalhos levados a cabo pelos persistentes voluntários, quer no combate ao novo coronavírus, como nas atuações exercidas nas diferentes valências sociais e humanitárias.

Um outro assunto que mereceu a atenção do representante máximo da Cruz Vermelha de Cabo Verde nesta visita, foram os diferentes projetos em carteira que, com a sua execução, ela ficará melhor preparada para cumprir com sucesso a nobre missão que lhes são destinadas enquanto instituição humanitária e auxiliar dos poderes públicos nacionais e estarão em melhores condições de ajudar a debelar o sofrimento dos mais desajudados.

Dos projetos apresentados, Arlindo Soares de Carvalho considerou todos eles prioritários, mas destacou a Escola de Socorrismo, uma ambulância para assistência emergencial e institucional, uma viatura especializada para a recolha ambulatória de sangue nos diferentes povoados da ilha de Santiago e a construção de um centro de Gestão de Crise na ilha de Santo Antão, que funcionaria como extensão do Centro de Gran Canaria para a África Ocidental.

Por sua vez, o Dr. Salomão Furtado, secretário-geral da CVCV, ao intervir, elevou a questão que lhe é muito cara e que preocupa a Cruz Vermelha de Cabo Verde que tem a ver em encontrar parceiros disponíveis em financiar o fornecimento de refeições quentes e assistência aos lares de idosos, aos jardins infantis e outros projetos sociais, conferindo assim, alguma estabilidade a esta área prioritária.

A diplomata Dolores Rios, depois de auscultar com muita atenção as intervenções que lhe antecederam, mostrou-se sensibilizada com o notável trabalho realizado pela Cruz Vermelha e manifestou a disponibilidade do Reino de Espanha em apoiar com equipamentos de proteção individual, ventiladores, entre outros meios de combate à pandemia que o seu país, neste momento, dispõe de algum excedente. Em relação ao apoio financeiro, mostrou-se um pouco cética, justificado com a enorme crise que se vive por todo o mundo e em particular na Espanha.

Quanto ao financiamento de algum dos projetos apresentados, identificou todos eles de grande utilidade e necessárias para Cabo Verde, mas que a prática do seu governo em financiar qualquer projeto de uma ONG estrangeira tem que ser através de uma congénere espanhola, ou seja, os projetos da Cruz Vermelha de Cabo Verde, só podem ser financiados pela Cruz Vermelha espanhola. “Pelo que, cabe a Cruz Vermelha de Cabo Verde convencer a sua congénere espanhola e conseguir o financiamento”, concluiu Dolores Rios.

Arlindo Carvalho reagindo a este assunto assegurou que nestas situações Cabo Verde fica sempre em desvantagem, visto que as relações culturais e históricas existentes entre a maioria das sociedades nacionais europeias com as suas congéneres africanas do continente, onde na sua grande maioria detêm representações residentes, sobrepõe sempre as necessidades e as relações institucionais. “Temos batalhado contra essa relação de influência instalada, mas até ao presente, se afigura difícil mudar este conceito”, asseverou.

No final da visita a Embaixadora Dolores Rios ofereceu a Cruz Vermelha de Cabo Verde, 1150 máscaras cirúrgicas, 200 pares de luvas de nitrilo, 11 pares de botas permeáveis e impermeáveis, para depois, a convite do Presidente Arlindo Soares de Carvalho visitar a sede administrativa, o Conselho Local da Praia e as Instalações de Achada Grande Frente.

O Conselho Local de S. Vicente está melhor equipado e mais bem servido para garantir uma refeição quente em condições ótimas e seguras aos nossos ancianos.

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, enquanto instituição humanitária de socorro, detém no seu estatuto como missão primeira, prevenir e atenuar o sofrimento humano em situações de emergência.

 

Considerando a situação social difícil por que passa pessoas e famílias mais desamparadas em Cabo Verde e que tem-se agravada com o aparecimento dos primeiros casos de infeção por COVID-19 desde o passado mês de março, a Cruz Vermelha em S. Vicente conjuntamente com os restantes 18 Conselhos Locais, de uma forma altruísta vem-se desdobrando em busca de parceiros para os suster na diminuição do sofrimento dessa classe desfavorecida. A nossa Instituição é composta por parceiros e voluntários, que de forma incansáveis vêm lutando para enfrentar as vicissitudes provocada pela pandemia da COVID19, que ora vivenciamos”, enalteceu a Dra. Romine Oliveira, Presidente do Conselho Local.

 

Com sentido de partilha, um dos grandes valores que afirmam a generosidade humana e a elevada responsabilidade social, a ENACOL presenteou a Cruz Vermelha - Conselho Local de S. Vicente um fogão semi-industrial para apoiar o projeto “Lar Terceira Idade", que existe, nesta instituição humanitária, há mais de 20 anos.  Foi nesse “djunta mó” que se conseguiu melhor apetrechar a cozinha do Lar, garantindo maior comodidade e segurança na confeção de refeições quentes, no âmbito desse projeto social.

Com este gesto, a delegação filantrópica da ilha de “Monte Cara” viu resolvido mais um de vários projetos em carteira, numa conjuntura que as dificuldades em termos de recursos financeiros tende em aumentar e que a pandemia não dá sinais de abrandamento.

 

A entrega formal deste equipamento foi feita no passado dia 7 de julho, na Sede da Cruz Vermelha em S. Vicente pelo Dr. Abílio Madalena, Diretor-geral desta empresa de abastecimento de combustível, na presença dos voluntários e colaboradores do Conselho Local.

 

No final da cerimónia a Presidente do Conselho Local, Dra. Romine Oliveira agradeceu a doação, ressalvando a sua importância, para de seguida, elogiar em nome dos beneficiários o magnânimo gesto da ENACOL. “Continuemos ENACOL “, concluiu.

Cerimónia de Homenagem aos Bombeiros Municipais, Proteção Civil, Comando Regional da Polícia Nacional, Delegacia de Saúde e Cruz Vermelha pelos serviços prestados no combate ao Coronavírus.

 

Cabo Verde viveu, pela primeira vez na sua história uma calamidade pública de natureza sanitária excecional e a ilha da Boa Vista conheceu o primeiro caso positivo confirmado, no dia 19 de março de 2020. Ao longos de 2 meses e meio, graças ao esforço empreendido por diferentes setores da sociedade e num quadro de compromisso alargado entre os diferentes órgãos de soberania foi possível conter a pandemia.

 

Assim sendo, o executivo liderado pelo autarca, José Luís Santos, homenageou hoje, 10 de julho de 2020, os Bombeiros Municipais, Proteção Civil, Comando Regional da Polícia Nacional, Delegacia de Saúde e Cruz Vermelha, pelos serviços prestados no combate ao novo Coronavírus.

 

A cerimonia que decorreu no Auditório do Centro de Juventude de Sal Rei foi presidida pelo edil boa-vistense, José Luís Santos, que agradeceu a dedicação, empenho e o esforço de todas as instituições que integram o Centro Municipal de Operações de Emergência de Proteção Civil, Militares e Polícia de IGAE (Inspeção Geral das Atividades Económicas) que desde a eclosão da crise pandémica na Boa Vista desempenharam um papel fundamental na primeira linha do combate ao inimigo invisível, evitando assim a propagação do Covid-19 na ilha das Dunas.

 

Foram dias difíceis, mas graças a sinergia criada entre várias instituições foi possível travar a propagação do vírus na Boa Vista, destacou José Luís Santos.

 

Neste tempo de pandemia em que todos fomos convocados a ser mais solidários, instituições, empresas e pessoas singulares deram uma resposta presente na primeira linha, na saúde, na manutenção da ordem, no transporte de pessoas infetados com Covid-19, doação de destruição de cestas básicas de Tarrafes a Sal Rei, distribuição água, fornecimento de energia elétrica, é com elevada honra que o executivo municipal atribui estas ESTATUETAS DE CRISTAL E VIDRO a todos os Bombeiros Municipais e uma a cada Instituição “Pelo Amor à Vida, Coragem e Dedicação à Boa Vista, no Combate à Pandemia do Covid-19.”

 

Agradecimento também aos munícipes pelo cumprimento dos conselhos das autoridades de saúde, que contribuíram de forma decisiva para impedir a propagação do Covid-19, assim como, a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para que hoje a Boa Vista esteja numa situação mais suave.

 

“Nos ganhamos uma etapa da luta, mas a guerra continua, neste sentido exortamos a população a continuar a seguir os concelhos das autoridades de saúde para que possamos sair desta pandemia de forma sustentável”, conclui José Luís Santos.

 

Os homenageados agradeceram a iniciativa da Câmara Municipal, que reconhece o trabalho, esforço e dedicação no combate à pandemia do Covid-19. Alertaram a população para necessidade de continuar a seguir todos as indicações das Forças de Segurança e do Ministério da Saúde, porque a pandemia ainda não acabou. Aconselharam ainda ao uso de máscara de proteção individual e respeito ao distanciamento social, para que possamos regressar o mais breve possível a vida normal.

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