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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade


Os nossos patrícios na Holanda, através da “Ami é Cabo Verde” vão tudo fazer para minimizar o sofrimento dos mais desprotegidos em Cabo Verde, que para além de enfrentarem o temor da COVID-19, têm de tolerar a incerteza de levar a panela ao lume e garantir o sustento da família, diariamente.

 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde continua a sua nobre e gratificante missão de reforçar e alargar o seu auxílio não só aos mais necessitados, mas também, a uma franja considerável da população cabo-verdiana que em consequência de medidas redutoras e de confinamento imposta pelas autoridades sanitárias e atestadas pelo governo agravou-lhes a sua situação de garantia diário do sustento de suas famílias.

 

Para o efeito esta instituição filantrópica tem diversificado e ampliado suas ações, criando novas parcerias em diversas frentes para poder chegar a cada recôndito de Cabo Verde. Neste momento, está-se a efetivar o protocolo de cooperação assinado a 28 de abril do ano em curso com a associação “Ami é Cabo Verde”, sediada em Roterdão, Holanda. Trata-se um grupo de emigrantes crioulos, que sensibilizados com a situação complexa que o mundo atravessa e Cabo Verde em particular, sentiram-se na obrigação de fazer algo pelo torrão que os viu nascer, logo lançaram uma campanha de angariação de meios financeiros para ajudar os mais necessitados destas ilhas afortunadas. De imediato, apercebeu-se que a Cruz Vermelha de Cabo Verde seria uma parceira ideal para a materialização dos objetivos proposto, estabeleceram os contactos preliminares acertaram as posições, para depois assinarem um protocolo que estatuía as atribuições das partes.

É de realçar que a primeira parcela desta operação conjunta “Ami é Cabo Verde” e a Cruz Vermelha de Cabo Verde, no valor de 551.325$00 foi depositada desde a semana passada, na conta da instituição, que, à semelhança do que aconteceu com os fundos angariados pelo projeto “Driblado a COVID-19” procedeu-se as transferências dos montantes determinados, para as contas bancárias das casas comerciais identificadas pelos presidentes dos Conselhos Locais das ilhas contempladas.

 

Inclusive, o Concelho Local do Porto Novo, um dos contemplados nesta fase, já fez o levantamento dos géneros, estando na confeção das cestas básicas, que segundo consta, devem ser distribuídas até meados da semana que se inicia.

 
Deve-se destacar que o método utilizado para priorizar os Concelhos Locais do Porto Novo, Tarrafal de São Nicolau, Ilha da Brava e São Filipe que cobre ainda a edilidade de 
Santa Catarina do Fogo foram algumas especificidades dessas edilidades como a pobreza, aliados à seca dos últimos três anos e a perda dos meios de sobrevivência de muitas famílias, causada pela pandemia. O valor distribuídos a esses Conselhos Locais variam entre os 120.000$00 a 155.000$00. Os Conselhos Locais das ilhas de Santiago, Maio, São Vicente, Sal e Boa Vista ficaram para a próxima fase.

 

Segundo informações da Associação “Ami é Cabo Verde”, a campanha continua a todo o gás e já têm na sua posse vídeos enviados pela Cruz Vermelha de Cabo Verde onde os presidentes dos Conselhos locais abrangidos, confirmam e agradecem os donativos recebidos e afiançam que serão bem repartidos.

 

Para os promotores, a campanha tem sido bem acolhido e está prestes a atingir o valor de 20 mil euros, o dobro da quantia inicialmente prevista. Ainda, neste âmbito estão programados uma noite musical on-line, para o próximo dia 06 de Junho.

Apesar da ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava continua o repto de manter a ilha limpa de COVID-19 e de continuar a auxiliar os mais desprotegidos. 

O Conselho Local da Cruz Vermelha da Ribeira Brava em S. Nicolau iniciou as suas atividades de terreno, cumprindo as orientações dos órgãos centrais desta instituição filantrópica em consequência do aparecimento do primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na ilha da Boavista, a 18 de março do ano em curso. 

 

Os objetivos provindos foram claros, evitar a disseminação da COVID – 19 em Cabo Verde. Para o efeito, a Cruz Vermelha de Cabo Verde através do seu departamento de Catástrofe, Emergência e Socorrismo produziu um plano de contingência que explicitava de entre outras medidas, massificar as informações e sensibilizações sobre as prevenções e o contágio pelo SARS Cov-2, garantir cestas básicas, refeições quentes, e produtos de higienização às famílias mais carenciadas, disponibilizar instalações e meios móveis da instituição, assim como apoiar à delegacia de saúde, delegação escolar, polícia nacional, entre outros serviços da edilidade, em tudo que lhes for solicitado.

 

Essas medidas destinam-se a assegurar a debelação da pandemia e concomitantemente garantir as necessidades básicas aos precisados, como a alimentação e o acesso à saúde, precavendo que essas famílias tenham que sair à rua na procura do “mata jejum” para o seu agregado.

 

Nos trabalhos de informação e sensibilização os voluntários da Ribeira Brava para além de deslocação diária aos diferentes povoados do município em sessões de esclarecimento e orientação de como prevenir e das formas de comportamento do vírus, usavam os programas radiofónicos semanais na rádio comunitária.

 

Em relação as medidas de proteção social para diminuir as debilidades surgidas em decorrência dos preceitos decretados no país para combater a COVID 19 o Governo, através do Ministério da Família e Inclusão Social, criou o Programa de Assistência Alimentar, coordenado pela Fundação Cabo-verdiana de Acão Social Escolar (FICASE), que em parceria com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Câmaras Municipais, Delegações Escolares, Proteção Civil, Forças Armadas, Cáritas de Cabo Verde, ONGs, entre outras instituições de cariz social tinham como tarefa identificar os beneficiários através do Cadastro Social Único, confecionar cestas básicas e fazer a sua distribuição.

 

Este Programa de Assistência Alimentar é direcionado as pessoas mais carenciadas, as famílias sem qualquer fonte de rendimento ou com proveito abaixo do salário mínimo e de agregados familiares em situação de pobreza extrema com crianças no sistema educativo.

 

No Município da Ribeira Brava, este programa encontra-se na sua terceira fase e contemplou todas as 22 localidades da edilidade, abrangendo 1.115 agregado familiar. Para Gabriela Brito, Presidente do Conselho Local da Ribeira Brava para se conseguir cobertura em termos de agregado familiar, contou-se com o apoio de várias casas comerciais e de particulares, assim como dos jogadores do combinado nacional de futebol que sob o lema “Mais do que o Amor pelo futebol, o nosso Coração bate por Cabo Verde”, e através do programa “Driblando a COVID-19” garantiram apoio a 40 famílias.

 

Ainda no âmbito das atividades desta instituição humanitária da ilha do Chiquinho segundo a Sra. Brito, com a parceria do Conselho Local de São Vicente, fizeram uma entrega simbólica de 466 caixas de medicamentos diversos, à delegacia de saúde local.

 “Com a implementação dos programas de luta ao novo coronavírus, pode-se concluir que as tarefas e os desafios foram enormes, extenuante, mas extremamente gratificantes. Exigiu muita energia e dedicação dos voluntários, que responderam sempre de forma dedicada e motivada, renunciando do aconchego familiar em prol dos mais vulneráveis e de toda a população de S. Nicolau” rematou aquela responsável.

 

Não obstante a ilha de S. Nicolau não contar, até ao momento, com nenhum caso de infeção pelo SARS Cov-2, o Conselho Local da Ribeira Brava em S. Nicolau não irá baixar a guarda. Os imperativos não irão terminar por aqui, vão continuar o repto de manter a ilha limpa da COVID-19 e de prosseguir a auxiliar o extrato populacional mais desprotegido com entregas de cestas básicas. “Contamos ainda entregar durante esta semana, mais de 55 cestas básicas, doações de patrícios da ilha do Chiquinho a residir no exterior” finalizou Gabriela Brito. 

 

 

Para além de outras ações, cuidar dos mais vulneráveis e apoiar famílias desprotegidas, oferecendo refeições quentes aconchegando-as e dar-lhes alento para ultrapassarem as vicissitudes desta crise, tem sido o apanágio do Conselho Local da Cruz Vermelha no Sal, que até agora, ajudou mais de 400 pessoas carenciadas.

 

A Cruz Vermelha, sendo uma instituição humanitária voluntaria e aberta a acolher todos aqueles que queiram fazer parte da sua família e disponíveis em fazer a diferença através de ações díspares, procurando dar respostas rápidas, eficazes e eficientes para debelar os impactos desta pandemia.

 

A atuação dos valentes voluntários deste Conselho Local, no combate ao novo Coronavírus, tem sido de uma bravura incomensurável. Quer na assistência aos passageiros no Aeroporto internacional Amílcar Cabral auxiliando as equipas de enfermeiros da Delegacia de Saúde na aferição de temperaturas, no controlo de cartão de vacinas em consonância com os serviços de Fronteiras e Imigração, como nas ações de sensibilização em escolas e comunidades, prestando assistência aos idosos e doentes crónicos, limpando e dando assistência aos seus domicílios, distribuindo produtos de higiene, entre outros. 

Com a disseminação do novo Coronavírus, nas ilhas de Boavista e Santiago o Conselho Local da Cruz Vermelha da ilha mais turística do país teve que adequar a sua estratégia de forma a precaver pela possível chegada de casos de contágio pela SARS Cov2, na ilha. E esse reajustamento, com base no Plano de Contingência da Cruz Vermelha de Cabo Verde não se limitou às campanhas de sensibilização e angariação de itens essenciais, mas também, no que concerne ao trabalho de distribuição de cestas básicas. Em aproximadamente dois meses, distribuiu-se 158 cestas de alimentos, águas e kits de higiene. “O ponto alto dessas entregas foi a 8 de maio, altura que comemoramos, ainda que em condições especiais, o dia internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelha, com beneficiação de 102 famílias vulneráveis, 43 das quais doadas pelo programa “Driblando a Pandemia Covid-19”, levadas a cabo pelos jogadores dos Tubarões Azuis e os demais 59 oferecidas por pessoas amigas, dentro e fora de Cabo Verde que optaram pelo anonimato” asseverou Ivanilda Rodrigues, responsável pela Cruz Vermelha na ilha do Sal.

 

 O trabalho da Cruz Vermelha no Sal tem-se regulado fundamentalmente pela consecução dos seus projetos, reverenciando sempre as suas atuações nos princípios emanados pelo movimento internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

 

É de realçar que através projetos social, já foram repartidas, mais de 1.400 refeições quentes, graças ao perfil e princípios desta instituição filantrópica que dão garantias aos seus parceiros, organizações e toda a sociedade civil como uma instituição séria, imparcial e transparente. “Devo aqui destacar a Escola de Hotelaria e Turismo de Cabo Verde e a Cooperativa CODE pela parceria incomensurável que nos tem assegurado, pela abnegação e empenho demonstrado pelos Chefes, cozinheiros e por fim uma palavra de conforto e apreço aos nossos voluntariosos que não medem tempo e esforço para garantirem o bom desempenho do nosso Conselho Local” destacou a Sra. Ivanilda Rodrigues. 

 

“A todos que fazem este projeto crescer diariamente, com os seus donativos faltam-nos palavras para os agradecer por toda atenção e cuidados dispensados a essas famílias em situação de vulnerabilidade. Graças aos vossos apoios poderemos ainda auxiliar mais famílias, idosos, doentes crónicos e crianças carenciadas” assegurou. 

Foi neste ambiente conturbado ao nível planetário em decorrência da pandemia COVID-19, que os valorosos voluntários da Cruz Vermelha de Cabo Verde, de Santo Antão à Brava, celebraram o dia 8 de maio em celebração ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, transportando o bem-estar e a solidariedade humana aos lares das famílias mais desfavorecidas. 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde comemorou no passado dia 8 de Maio, dia mundialmente consagrado ao Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, consignado a todos aqueles que ajudam o próximo com gestos solidários e ações humanitárias para o alívio do sofrimento das pessoas, da defesa de boas causas e da dignidade humana.

Foi com esses pressupostos e num ambiente conturbado que os valorosos voluntários da Cruz Vermelha de Cabo Verde, de Santo Antão à Brava, celebraram este emblemático dia, levando conforto e solidariedade humana aos mais necessitados que se encontram confinados nos seus lares motivado pela COVID-19. 

Em reconhecimento à bravura, valentia e inestimável trabalho dos voluntários, colaboradores e profissionais da cruz vermelha, liderada pelo seu Presidente, Dr. Arlindo Carvalho, esta instituição humanitária vem recebendo inúmeras mensagens de apreço, 
conforto e encorajamento tanto dos governantes, como parceiros e amigos enaltecendo o trabalho realizado por esta equipa, desde a eleição, com destaque pelo reconhecido desempenho no combate à COVID-19.

Nesta conjuntura aflitiva que a vida das pessoas estão assustadas, os voluntários e os profissionais da Cruz Vermelha de Cabo Verde tem demonstrado a sua união, determinação e firmeza, posicionando-se na linha da frente em auxílio daqueles que mais precisam, disponibilizando as suas infraestruturas, equipamentos, recursos materiais e humanos, colocando a sua rede de voluntários e outros profissionais dos diferentes conselhos locais espalhados pelo país em apoio às estruturas governativas, organizações sociais, entre outros na recolha de alimentos e produtos de higienização para distribuição aos vulneráveis, entre outros, na tentativa de melhor servir e ajudar a debelar a disseminação do novo Coronavírus.

De várias mensagens de gratidão recebidas, destaca-se a do empresário Augusto Vasconcelos Lopes, membro honorário da Cruz Vermelha de Cabo Verde, que enaltece esta nobre e sagrada Instituição filantrópica, em que os seus serviços têm demonstrado um peso inestimável na situação que o Mundo inteiro tem sido confrontado, e que, em Cabo Verde, a sua voz e os seus feitos, têm sido de enorme valia e dedicação. Continuando disse que não podia deixar de endereçar, ao Sr. Presidente, estas palavras amigas e sinceras, desejando à CVCV a eternização da sua Missão, e o aumento, a cada dia mais, da força e vontade de Bem-Servir a Humanidade.

 

 “O momento difícil que o Mundo atravessa, essa força humanitária nos é preciosa! O seu contributo, tal como tem, tantas vezes, tido impacto no Mundo, nesta hora difícil para todos, se agiganta, e todos os seus participantes merecem honrosas homenagens” enalteceu este conceituado gestor mindelense.

 

No término desta sua mensagem de reconhecimento, Vasconcelos Lopes exalta que a Cruz Vermelha de Cabo Verde, sob o comando do Dr. Arlindo Carvalho, com o seu contributo e dos abnegados voluntários, colaboradores e profissionais vencerão mais esta batalha!

 

Um outro membro honorário que também usou do momento para gratular e aplaudir os voluntários, profissionais, colaboradores e todos aqueles que têm defendido as boas causas e que estão no terreno a pelejar contra este inimigo invisível foi o Sr. Calvelas Vicente, a partir de Portugal.

Em respostas a estas e outras mensagens de reconhecimento e conforto remetidas à Cruz Vermelha de Cabo Verde, o Dr. Arlindo Carvalho, enquanto timoneiro mor desta instituição agradeceu a todos e disse sentir enternecido e honrado e que elas “nos fortalece e reforça a nossa determinação em tudo fazer para o alívio do sofrimento humano e em defesa das boas causas”.

Para depois observar que “juntos somos poucos para a causa pela qual batalhamos no dia-a-dia, mas que juntos somos, também, mais forte, mais resilientes e que a vitória é certa”.

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