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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

 

A primeira reunião ordinária do Conselho Superior da Cruz Vermelha de Cabo Verde, que aconteceu nos dias 13 e 14, na Sede do Conselho local, em Paiol, serviu para discutir e aprovar um conjunto de instrumentos e medidas de políticas com impactos determinantes para o desenvolvimento institucional da Sociedade Nacional da Cruz Vermelha e que, também, irá potencializar a sua capacidade de intervenção humanitária, no atual contexto da pandemia.

 

Par além do Plano Estratégico que baixou à Assembleia Geral foram apreciados, o Relatório do Auditor Independente às Contas de 2018, as linhas de revisão do PCCS e aprovados os Relatório de Atividades e Contas de 2019, o Orçamento e Plano de Atividades para 2020, entre outros.

 

No decorrer da reunião mostrou-se premente discutir e aprovar, ainda este ano os principais instrumentos jurídicos, como a Orgânica, o Estatuto revisto, a Lei de Emblema, o Código de conduta, o Cartão de Identificação dos Membros/Voluntários, o Regulamento Eleitoral e o Plano Estratégico da CVCV para os próximos anos, o Conselho Superior fixou para finais de setembro a realização de uma Assembleia extraordinária.

 

No final da reunião o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Tenente Coronel, Arlindo Soares de Carvalho com o propósito de conferir maior relevância à história da CVCV enquanto instituição humanitária propôs homenagear todo o voluntário que de forma incansável e abnegada entregam-se em prol do alívio do sofrimento humano e promoção do bem-estar dos cabo-verdianos, a denominação do patrono da sede do Conselho Local da Cruz Vermelha da ilha Brava a voluntária Edite Silva, que foi aprovada por unanimidade e com um forte aplauso dos presentes.

 

 Recorde-se que em consequência da disseminação da COVID-19 a nível nacional, com maior incidência na cidade da Praia onde se realizou o encontro, a Cruz Vermelha de Cabo Verde criou as condições necessárias permitindo que a reunião se realizasse por via  presencial e videoconferência.

 

DOAÇÕES MONETÁRIAS

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As doações monetárias são a melhor forma de ajudar as pessoas carenciadas ou vítimas de catástrofes ou desastres, porque o dinheiro pode, de forma muito rápida e simples, ser transferido para qualquer conta bancária ou convertido imediatamente nos géneros mais necessários, em qualquer parte de Cabo Verde ou do mundo. Isto permite à Cruz Vermelha poder usar o seu forte poder de compra (obtendo preços especiais para os produtos) e ajustar a resposta muito rapidamente a necessidades e prioridades variáveis. 

DOAÇÕES NESTE WEBSITE

Ao “DOAR” neste web site, estará a faze-lo de forma direta e segura e ser-lhe-á emitido um recibo comprovativo da doação.

  • Poderá realizar uma doação utilizando as credenciais:
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OUTRAS FORMAS DE DOAÇÕES MONETÁRIAS

Existem várias, outras, formas de doar dinheiro para a Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV), nomeadamente:

  • Por transferência bancária, para uma das contas CVP
  • Por correio, enviando-nos um cheque ou vale postal
  • Deixando uma herança ou legado

CONTAS BANCARIAS PARA DOAÇÕES À CRUZ VERMELHA DE CABO VERDE

Conta BCN – Banco Cabo-verdiano de Negócios

  • Nº: 14613110001
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  • IBAN: CV64 0004 0000 0014 6131 10183
  • SWIFT/BIC: CANBCVCV

Conta BI – Banco Interatlântico

  • Nº: 313397410001
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  • IBAN: CV64 0005 0000 0313 3974 10197
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Conta BCA – Banco Comercial do Atlântico

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  • IBAN: CV64 0003 0000 1106 2754 10370
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Conta CAIXA – Caixa Económica de Cabo Verde

  • Nº: 54146910001
  • NIB: 0002 0000 0054 1469 10118
  • IBAN: CV64 0002 0000 00541 4691 0118
  • SWIFT/BIC: CXECCVCV

 

O Festival da cavala, um dos eventos de referência em S. Vicente, não obstante as contrariedade e limitações provocadas pela COVID-18, a MariVentos em parceria com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Ministério da Economia Marítima, alguns Restaurantes em S. Vicente, CMSV, entre outros levaram a sua solidariedade a todos os cantos de S. Vicente.

 

Desde 2013 que a ilha de São Vicente festeja no mês de julho, Kavala Fresk Festival, em homenagem a Rainha Kavala, peixe muito nutritivo e que faz parte do quotidiano gastronómico dos cabo-verdianos. 

 

Este ano, tendo em conta a pandemia da COVID-19 a promotora MariVentos, para não deixar passar em branco este evento gastronómico, tido como o melhor de Cabo Verde, sem descurar asegurança e o conforto dos sanvicentinos decidiu fazer diferente. 

 

Para isso, para esta 8ª edição resolveu-se consagrar a SOLIDARIEDADE sob o desígnio “todos em casa, mas todos unidos pela vontade de um futuro melhor”. E, segundo Romine Oliveira, Presidente do Conselho Local da Cruz Vermelha em S. Vicente a organização acertou, através de uma ação solidária, desafiar os restaurantes do Mindelo a criarem pratos com peixe ou mariscos que seriam doados a instituições sociais da ilha para serem distribuídos às famílias mais desajudadas da ilha do Monte Cara.

 

 

Foi assim que no passado dia 11 de julho, dia que deveria se realizar a 8ª edição do “Cavala Fresk Festival” em parceria com os promotores, o Conselho Local de S. Vicente aceitou distribuir 600 marmitas confecionadas à base de cavala, uma marca do nosso mar e da nossa gastronomia, a todos os lugares de S. Vicente, onde existe um necessitado. 

 

Para o responsável da Cruz Vermelha em S. Vicente, não obstante a conjuntura que vivemos no planeta, em decorrência da pandemia, os promotores do evento não desabrigaram a sua responsabilidade social, estendendo a mão aos que mais precisam. “Um ato de louvar!” acrescentou.


Os voluntariosos da instituição humanitária de S. Vicente palmilharam várias localidades dentro e fora da cidade, chegando aos locais mais recônditos da ilha, priorizando as pessoas acamadas e com deficiência. “Em prol da humanidade, sempre percorremos léguas para alcançar o bem-estar do próximo!” enalteceu Romine Oliveira.


Continuando, disse que na Cruz Vermelha em S. Vicente, o dever de acolher o próximo e amenizar as desesperanças é uma constante. “Ter valiosas parcerias ornamenta a nossa atuação e torna a nossa ação mais célere e eficaz”, disse.


Esta nobre missão requerida pela MariVentos, no quadro da “Kavala Fresk Festival” foram 

cumpridas com êxito pelos voluntários do CLSV, em colaboração, com a distinta presença e apoio incondicional dos militares da 1ª Região Militar.

 

Ainda no âmbito das realizações, no dia 12, teve lugar um “flash mob” virtual que teve a participação da atriz brasileira Vanessa Giácomo na apresentou de uma receita de culinária via net.

A embaixadora do Reino de Espanha em Cabo Verde na sua visita à Cruz Vermelha de Cabo Verde, ficou encantada com os projetos que lhe foram apresentados, considerando-os importantes para o futuro desta instituição filantrópica.

Com o propósito de se inteirar dos trabalhos realizados pela Cruz Vermelha de Cabo Verde quer no âmbito do combate à COVID-19 que vem disseminando no nosso país desde o passado mês de março, como no de natureza social, o Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Dr. Arlindo Soares de Carvalho recebeu no passado dia 20 de julho, na sede desta instituição humanitária, no plateau, a embaixadora do Reino de Espanha em Cabo Verde, Dra. Dolores Rios.

O encontro principiou-se com o cumprimento de boas vindas endereçadas pelo Tenente Coronel Arlindo de Carvalho à Dra. Dolores Rios, que visitava à Cruz Vermelha de Cabo Verde pela primeira vez, para de seguida ressalvar a excelente relação de cooperação existente entre o Estado de Cabo Verde e o Reino de Espanha e entre a nossa instituição filantrópica e a sua congénere espanhola.  Continuando, fez uma incursão pela história da Cruz Vermelha desde a sua criação até ao presente para depois centralizar a sua intervenção nos trabalhos levados a cabo pelos persistentes voluntários, quer no combate ao novo coronavírus, como nas atuações exercidas nas diferentes valências sociais e humanitárias.

Um outro assunto que mereceu a atenção do representante máximo da Cruz Vermelha de Cabo Verde nesta visita, foram os diferentes projetos em carteira que, com a sua execução, ela ficará melhor preparada para cumprir com sucesso a nobre missão que lhes são destinadas enquanto instituição humanitária e auxiliar dos poderes públicos nacionais e estarão em melhores condições de ajudar a debelar o sofrimento dos mais desajudados.

Dos projetos apresentados, Arlindo Soares de Carvalho considerou todos eles prioritários, mas destacou a Escola de Socorrismo, uma ambulância para assistência emergencial e institucional, uma viatura especializada para a recolha ambulatória de sangue nos diferentes povoados da ilha de Santiago e a construção de um centro de Gestão de Crise na ilha de Santo Antão, que funcionaria como extensão do Centro de Gran Canaria para a África Ocidental.

Por sua vez, o Dr. Salomão Furtado, secretário-geral da CVCV, ao intervir, elevou a questão que lhe é muito cara e que preocupa a Cruz Vermelha de Cabo Verde que tem a ver em encontrar parceiros disponíveis em financiar o fornecimento de refeições quentes e assistência aos lares de idosos, aos jardins infantis e outros projetos sociais, conferindo assim, alguma estabilidade a esta área prioritária.

A diplomata Dolores Rios, depois de auscultar com muita atenção as intervenções que lhe antecederam, mostrou-se sensibilizada com o notável trabalho realizado pela Cruz Vermelha e manifestou a disponibilidade do Reino de Espanha em apoiar com equipamentos de proteção individual, ventiladores, entre outros meios de combate à pandemia que o seu país, neste momento, dispõe de algum excedente. Em relação ao apoio financeiro, mostrou-se um pouco cética, justificado com a enorme crise que se vive por todo o mundo e em particular na Espanha.

Quanto ao financiamento de algum dos projetos apresentados, identificou todos eles de grande utilidade e necessárias para Cabo Verde, mas que a prática do seu governo em financiar qualquer projeto de uma ONG estrangeira tem que ser através de uma congénere espanhola, ou seja, os projetos da Cruz Vermelha de Cabo Verde, só podem ser financiados pela Cruz Vermelha espanhola. “Pelo que, cabe a Cruz Vermelha de Cabo Verde convencer a sua congénere espanhola e conseguir o financiamento”, concluiu Dolores Rios.

Arlindo Carvalho reagindo a este assunto assegurou que nestas situações Cabo Verde fica sempre em desvantagem, visto que as relações culturais e históricas existentes entre a maioria das sociedades nacionais europeias com as suas congéneres africanas do continente, onde na sua grande maioria detêm representações residentes, sobrepõe sempre as necessidades e as relações institucionais. “Temos batalhado contra essa relação de influência instalada, mas até ao presente, se afigura difícil mudar este conceito”, asseverou.

No final da visita a Embaixadora Dolores Rios ofereceu a Cruz Vermelha de Cabo Verde, 1150 máscaras cirúrgicas, 200 pares de luvas de nitrilo, 11 pares de botas permeáveis e impermeáveis, para depois, a convite do Presidente Arlindo Soares de Carvalho visitar a sede administrativa, o Conselho Local da Praia e as Instalações de Achada Grande Frente.

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