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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Para os voluntários do Concelho Local de S. Filipe, na pessoa do seu Presidente Pedro Pires esta formação veio num momento oportuno e permitiram-lhes estar tecnicamente melhor capacitados para desenvolverem as suas atividades nesse contexto de pandemia. “Hoje os voluntários estão mais motivados e melhor engajados por conhecerem as formas especificas de abordagem na comunidade e conseguir num curto espaço de tempo e com resultados satisfatórios” elogiou. 

Tendo em conta a prevalência de contágio da Sars Cov 2 em todos os municípios de Cabo Verde, com disseminação preocupante nas ilhas de Santiago e Fogo e um agravante da segunda leva em quase todo o mundo, a Cruz Vermelha de Cabo Verde tem desenvolvido esforços no sentido de melhor preparar os seus voluntários e colaboradores de forma a continuarem dar uma resposta de melhor qualidade a nossa população e ajudá-los a estarem mais preparados para melhor se defenderem deste maldito coronavírus.

Neste sentido, teve lugar nos dias sete e oito deste fim de semana, nos Conselhos Locais de S. Filipe e dos Mosteiros uma sessão de formação e capacitação dos seus voluntários na área Psicossocial e que esteve a cargo do colaborador desta instituição filantrópica, o Psicólogo e Consultor deste Projeto, Jacob Vicente.

Segundo este experiente psicotécnico, quando estamos perante um flagelo, em maioria dos casos, os responsáveis por insciência ignoram a parte psicológica e social, não obstante, estudos realizados em populações submetidas a ameaças que geram medo ou terror, demonstrar que mais de 80 por cento de pessoas em circunstâncias de perigo iminente apresentam manifestações sintomáticas de medo ou de pânico, provocada pela vulnerabilidade psicossocial.

Por isso, a Cruz Vermelha de Cabo Verde organizou esta formação de capacitação dos seus voluntários para poderem ajudar a nossa comunidade a melhor resistirem perante uma ameaça traumática que normalmente gera danos decorrentes de ameaças como transtorno de pânico, de tristeza, de ansiedade, de medo, entre outros e prepará-la para ser capaz de se defender de forma a evitar ou diminuir a possibilidade de contaminação.

 “Perante a ameaça desta pandemia provocada pela COVID-19 há uma abordagem racional em atenção a saúde mental e que nos leva a reconhecer que nem todo o grupo da população está sujeita ao mesmo tipo de ameaça e, consequentemente, concluir que em municípios diferentes e ilhas diferentes, normalmente, o modo de ver e de sentir essas ameaças também, são diferentes. Daí a necessidade de aplaudir a iniciativa da CVCV em organizar esta assistência humanitária do ponto de vista psicossocial às populações”, vincou o Coordenador do Projeto, Jacob Vicente, para de seguida, enaltecer a importância desta capacitação por permitir, no terreno, os voluntários estarem aptos para atuarem em situações que requer uma intervenção técnica, desejável ou possível.

A importância desta formação está de certa maneira conexa a vulnerabilidade da nossa população se considerarmos que os indivíduos mais desprotegidos são os que têm maiores dificuldades em reconstituir os seus meios de subsistência e de apoio social perdidas durante, como depois de uma catástrofe. Com isso, quer-se dizer que os voluntários da CVCV irão trabalhar, quase sempre, com pessoas que para além de serem portadoras de traumas causadas pela pandemia no dia-a-dia, têm também lesões causadas pela perda do seu sustento. São indivíduos que em consequência das suas vulnerabilidades terão maiores dificuldades em recuperar o seu sustento. Portanto, são sujeitos que durante a pandemia têm problemas psicossocial causado por transtorno de pânico, de medo, de ansiedade e de incerteza, que continuam após a pandemia com transtornos pelo tempo que levam em recuperar o pouco que tinham.

Concluindo, o Psicólogo Jacob Vicente alertou pela complexidade de prestação de uma assistência psicossocial, “ela é cansativa, exaustiva e exige algum cuidado. É muito diferente de confecionar e distribuir cestas básicas. Obriga a alguma afetividade de quem a vai efetuar, como também carrega alguns riscos de origem ocupacional, para os próprios membros das equipas de respostas. Para minimizá-los é preciso criar grupos de voluntários que ocupam da população, como também de equipas responsáveis pela proteção dos próprios voluntários.

É de se ressalvar que esta formação vai ter lugar em todos os Conselhos Locais da Cruz Vermelha de Cabo Verde, estando previsto para esta semana nos de Santiago Norte, da Praia, de S. Vicente e de Santo Antão.

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