Com o término da Assembleia GeralExtraordinária da Cruz Vermelha de Cabo Verde os delegados presentes mostraram-se satisfeitos com os resultados conseguidos e confiantes no futuro desta Sociedade Nacional. Pois acham que as condições estão criadas para competirem em pé de igualdade com as demais Sociedades Nacionais filiadas na Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho.

Cumprindo a deliberação da última reunião do Conselho Superior da Cruz Vermelha de Cabo Verde em moldes presencial e videoconferência, em consequência da pandemia do COVID-19, os 31 delegados e 11 convidados da Sociedade Nacional estiveram reunidos nos dias 30 de Setembro e 1 de Outubro, na Biblioteca Nacional em Assembleia Geral Extraordinária com o propósito de discutir e aprovar um pacote de instrumentos jurídicos que visa adotar esta instituição humanitária cabo-verdiana de base legal para a execução de projetos, programas e ações que enformam as leis, princípios e valores desta Sociedade Nacional.

 
Na intervenção de abertura, o Dr. Arlindo Soares de Carvalho, Presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde disse que em outubro de 2017, quando a equipa que lidera assumiu os destinos desta instituição humanitária tinha a noção clara que era preciso fazer reformas profundas e urgentes ao nível da “gouvernance”, de políticas e da administração e gestão estribadas em cinco eixos, como governança, reforma e desenvolvimento institucional, juventude e gestão do voluntariado nacional, reforço da capacidade de intervenção no domínio de catástrofes, emergências e área social, cooperação e desenvolvimento de parcerias, promoção e desenvolvimento da comunicação institucional e por último conhecimento institucional, sendo alguns deles já alavancados e outros em execução, para que a Cruz Vermelha possa estar em condições de ser avaliada pela Sociedade Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. 

Esta Assembleia Geral veio demonstrar a sincronia, o forte engajamento e o empenho de todos os seus integrantes, desde os Conselhos locais, Conselhos Executivos e Superiores, pela forma dedicada, informada e participativa como envolveram na discussão para o melhoramento e aprovação dos documentos em pauta como Regime Jurídico e Estatutos, Regulamento Eleitoral, Cartão de Identificação do Voluntário e Colaborador, Código de Conduta, Pano Estratégico, Lei de Emblema, e Regulamento Orgânico, instrumentos jurídicos importantes e imprescindíveis para a melhoria da performance da Cruz Vermelha de Cabo Verde, na medida em que irão impulsionar, aperfeiçoar e transformar a governação e consequentemente a prestação desta instituição nas questões cruciais que o determinam.

Ainda no decorrer desta reunião magna que ora termina e que foi qualificada como a melhor de sempre, quer pela sua organização, planificação e participação, foram apresentadas e aprovadas no ponto diversos mais três deliberações, entre as quais destaca-se a que oficializa, de forma fundamentada o dia 20 de Outubro como dia do voluntariado da Cruz Vermelha de Cabo Verde, data essa que já era comemorada há muitos anos.

Uma outra nota que engrandece esta Assembleia Geral Extraordinária foi a exaustiva socialização dos documentos em pauta, a presença e disponibilidade dos executores e promotores dos diplomas em esclarecer dúvidas, explicar limites e alcance de cada dúvida suscitada durante o debate pelos delegados.

Encontro de lideranças 

É de salientar que no dia 29 de Setembro, dia que precedeu a Assembleia Geral Extraordinária, a Governança, aproveitando a presença dos Presidentes dos Conselhos Locais na Capital do país, realizou o VI Encontro de Liderança da Cruz Vermelha de Cabo Verde a fim de, conjuntamente, refletirem a situação pandémica vivenciada no país em virtude da disseminação do novo coronavírus, atendendo a o que foi feito de acordo com as diretrizes emanadas pelos responsáveis sanitários e correções 
necessárias para a continuidade dos trabalhos.

Tendo em atenção as dificuldades e constrangimentos que muitas vezes os voluntários e colaboradores enfrentam em cada ribeiras e cutelos deste país ao atender os mais carenciados, exigindo uma motivação constante e um grande espírito de liderança e de saber fazer, os promotores entenderam que era fundamental que o encontro centralizasse no exercício da liderança no contexto Cruz Vermelha. 

Segundo o responsável máximo da Cruz Vermelha em Cabo Verde, “para sermos melhores líderes temos de estar motivados, mais e melhor capacitados, com melhor aptidão para exercermos ao nível central e local uma liderança que justifique os propósitos do Movimento”. Foi com este pressuposto que se criou um exausto painel com cariz formativo onde se debateram temas como, Partilha de Experiências em Gestão de Catástrofe e Emergência na Boa Governação, Liderança e Gestão de Processos, Juventude e o Voluntariado, Desafios da Comunicação na CVCV e Retrospetiva, Avaliação e Partilha de Resultados ao nível de Governação.

É opinião unanime que o encontro foi bastante produtivo e os tópicos discutidos revelaram-se importantes e de interesse para a capacitação dos responsáveis locais no cumprimento das suas atribuições.

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