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Servindo Voluntariamente Cabo Verde e a Humanidade

Em comemoração ao dia internacional da Cruz Vermelha Internacional e do Crescente Vermelho o Presidente da República de Cabo Verde, Dr. Jorge Carlos Fonseca, enquanto presidente de honra da Cruz Vermelha de Cabo Verde, a partir de Ribeira Grande, Santo Antão endereçou ao mundo e a nação cabo-verdiana, em particular, um comunicado enaltecendo o papel dos largos milhões de voluntários espalhados pelo universo, cuja missão central  é aliviar o sofrimento humano dilacerados por guerras, catástrofes naturais e por vulnerabilidades diversas.

Aproveitando a ocasião enalteceu o papel primordial que a Cruz Vermelha de Cabo Verde vem desempenhando no quadro da pandemia do novo coronavírus que tanto mal tem causado ressaltando o importantíssimo apoio prestado aos serviços de saúde durante estes tempos de pandemia e a inestimável contribuição da legião de voluntários que, em todos os cantos do país ajudam a minimizar o padecimento dos mais necessitados.

Comunicado na íntegra de Sua Excelência, senhor Presidente da República de Cabo Verde

 

Celebra-se hoje o Dia internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, maior organização humanitária do planeta e que reúne largos milhões de voluntários espalhados pelo mundo, cuja missão central é aliviar o sofrimento de seres humanos dilacerados por guerras, catástrofes naturais e por vulnerabilidades diversas.

 

O Movimento promove o respeito pela dignidade humana, em particular durante conflitos armados, através de 189 Sociedades Nacionais da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, unidas por sete Princípios Fundamentais, de entre os quais se destacam a Humanidade, a Independência, a Neutralidade, o Voluntariado e a Universalidade.

 

Não obstante a omnipresença dos voluntários da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho em praticamente todos os cenários em que um ser humano sofre, a sua missão tem-se tornado mais complexa, em razão da mudança de natureza dos conflitos existentes em grande parte do globo  

Desde o século XIX, os conflitos deflagram-se cada vez mais dentro dos países, travados entre forças armadas nacionais e grupos de oposição, ou entre vários grupos rivais. 

 

Posteriormente, verificou-se, também, um aumento no número de conflitos entre comunidades motivados por identidades, que muitas vezes resultam em violência generalizada e numa grande quantidade de pessoas deslocadas. 

 

Este quadro já de si muito complexo alterou-se, ainda mais, com a chamada “guerra contra o terror”, que veio condicionar poderosamente a ação humanitária.

 

Na realidade, ao assumir uma dura postura contra o que consideram grupos terroristas, os Estados, às vezes, utilizam medidas que vão além dos limites das práticas aceites segundo o Direito Internacional Humanitário (DIH) e o Direito Internacional dos Direitos Humanos (DIDH).

Este quadro, felizmente, não tem impedido o Movimento de continuar a honrar os seus princípios e a acudir às vítimas das guerras, das catástrofes naturais e das doenças.

 

A Cruz Vermelha de Cabo Verde, com os seus mais de 1500 voluntários, tem assumido de forma integral e solidária os princípios que norteiam o Movimento e, felizmente, enquanto agente da Proteção Civil, já habituou os cabo-verdianos a uma presença permanente e reconfortante em todas as situações de dificuldade que nos têm assolado.

 

Tanto nos contextos de doença como nas de catástrofes naturais, a bandeira da instituição que sempre congrega amparo, coragem, apoio, suporte e dignidade, é desfraldada.

 

Mesmo em situação de normalidade a Cruz Vermelha de Cabo Verde diz-se presente no dia-a-dia de muitas pessoas idosas e de diversas crianças através de programas socais e educativos.

Muitos doentes crónicos são amparados pela Cruz Vermelha que ainda estende a sua intervenção pelas áreas ambiental e do saneamento.

 

Neste dia internacional da Cruz Vermelha queria enaltecer o papel primordial que ela tem desempenhado no quadro da epidemia do novo coronavírus que tanto mal nos tem causado.

 

O importantíssimo apoio prestado aos serviços de saúde durante estes tempos de epidemia e a inestimável contribuição da legião de voluntários que, em todos os cantos do país, ajudam a minimizar o sofrimento dos mais necessitados, são uma eloquente mensagem de solidariedade e um reforço da certeza de que a doença será vencida.

 

Nas qualidades de Presidente da República e de Presidente de Honra da Cruz Vermelha de Cabo Verde, exprimo o meu profundo reconhecimento à Cruz Vermelha de Cabo Verde, muito especialmente aos seus voluntários.

 

JCF

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