
A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) prosseguiu, nesta terça-feira (27), as atividades de capacitação no âmbito da resposta humanitária, com uma jornada de trabalho dedicada à Proteção, Género e Inclusão (PGI), visando fortalecer as competências das equipas para assegurar uma assistência mais segura, inclusiva e centrada nas necessidades das pessoas e comunidades.
A sessão contou com a facilitação de Kenny Mascarenhas Monteiro, ponto focal para Proteção, Género e Inclusão da CVCV, e de Maria Sebastian, facilitadora da sessão online, no âmbito do apoio técnico da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC). A agenda incluiu momentos de formação, avaliação de riscos, exercícios práticos e análise de casos relacionados com a proteção e a prestação de assistência humanitária.
Ao longo da jornada, foram abordados princípios fundamentais da proteção humanitária, nomeadamente o respeito pela dignidade humana, a prevenção de danos, a participação segura das comunidades e a criação de condições de acesso equitativo aos serviços. Foi igualmente destacada a importância da prevenção da exploração e do abuso sexual, através do cumprimento do código de conduta, da formação dos colaboradores e voluntários e da existência de mecanismos adequados de denúncia e resposta.
A programação incluiu ainda um exercício de avaliação dos riscos de proteção num espaço de atendimento ou distribuição, permitindo analisar aspetos como a privacidade, a iluminação, os percursos de circulação e a acessibilidade. O exercício teve como objetivo identificar barreiras e propor medidas de melhoria que contribuam para ambientes mais seguros e acolhedores para todas as pessoas.
Outro eixo central da formação foi o encaminhamento seguro e a confidencialidade, com recurso a situações práticas que permitiram reforçar os procedimentos a adotar perante relatos de violência ou outras situações sensíveis. Neste contexto, foi sublinhado que a atuação dos profissionais e voluntários deve respeitar a autonomia, as escolhas e a privacidade das pessoas, sem julgamentos ou discriminação.
A formação destacou igualmente a necessidade de integrar a perspetiva de género e a inclusão das pessoas com deficiência em todas as fases da resposta humanitária. A identificação e eliminação de barreiras físicas, comunicacionais, atitudinais e institucionais, bem como a promoção de uma participação significativa, são condições essenciais para garantir que a assistência chega a quem dela mais precisa.
Ainda, os participantes trabalharam em grupo na aplicação dos princípios de PGI aos serviços e às atividades de distribuição, seguindo-se estudos de caso sobre proteção, consentimento, confidencialidade e encaminhamento. O dia terminou com um balanço das atividades e a identificação de aspetos a considerar para melhorar a qualidade e a segurança da intervenção humanitária.
O compromisso da CVCV é com uma ação humanitária baseada na dignidade, no respeito, na prevenção de danos e na inclusão, procurando garantir que todas as pessoas recebem assistência de forma segura, equitativa e sem discriminação.