A XIII Assembleia Geral Eletiva da Cruz Vermelha de Cabo Verde teve início com uma cerimónia solene que reuniu dirigentes, voluntários, parceiros institucionais e diversas entidades nacionais e internacionais, sendo presidida por ,sua Excelência, o Vice-Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Dr. Olavo Correia.
O momento de abertura foi marcado por um ambiente de forte simbolismo institucional e cultural, seguido de intervenções que destacaram o percurso, os desafios e as perspetivas futuras da organização.
Nos discursos oficiais, o Membro honorário Dr.Lisboa Ramos evidenciou o papel determinante da instituição na resposta a emergências recentes, como a pandemia da COVID-19 e surtos de dengue, bem como a atuação contínua junto das comunidades. Destacou ainda o contributo da juventude e alertou para os desafios das mudanças climáticas, apelando ao reforço do engajamento e da preparação institucional.
Em representação da Câmara Municipal de Ribeira Grande de Santiago, o vereador da Educação Adelcides Rodrigues sublinhou a relevância da escolha da Cidade Velha como palco da Assembleia e reconheceu o impacto da Cruz Vermelha na promoção da resiliência comunitária.
O Secretário-Geral, Salomão Furtado, destacou a Assembleia como um momento decisivo para a governação da instituição, num contexto global marcado por crescentes desafios, nomeadamente ao nível climático, reforçando o papel da Cruz Vermelha como auxiliar dos poderes públicos e a importância das parcerias estratégicas.
A nível internacional, Alexander Claudon, representante da Federação Internacional, destacou, a partir de Dakar, o impacto das intervenções da Cruz Vermelha de Cabo Verde, evidenciando o apoio prestado em áreas como saúde, abrigo, segurança alimentar e reabilitação de infraestruturas. Reforçou o compromisso da Federação em continuar a apoiar a instituição, com foco na mobilização de recursos, coordenação e desenvolvimento sustentável.
Por sua vez, o Presidente da instituição, Arlindo Soares de Carvalho, enquadrou o encontro como um momento de balanço e renovação, assinalando os avanços alcançados ao longo do mandato, apesar de um contexto adverso. Destacou progressos nas áreas da saúde, ação social, modernização e presença internacional, valorizando o papel central dos voluntários. Apontou ainda os principais desafios futuros, com enfoque na ação climática e migração, e apresentou as prioridades estratégicas para o ciclo 2026–2030, centradas na resiliência, transparência e proximidade às comunidades.
Na sua intervenção, o Vice-Primeiro-Ministro, Olavo Correia salientou a importância estratégica da Assembleia e enalteceu o papel da Cruz Vermelha como parceira fundamental do Estado na promoção do desenvolvimento e na resposta humanitária. Destacou a convergência entre as prioridades da instituição e as do Governo, nomeadamente nas áreas da inclusão social, igualdade de género e redução da pobreza, destacando o compromisso de reforçar a cooperação institucional.
A sessão de abertura consolidou, assim, o posicionamento da Cruz Vermelha de Cabo Verde como uma instituição de referência na ação humanitária no país, evidenciando o seu compromisso contínuo com a proteção das populações mais vulneráveis e com a construção de comunidades mais resilientes.