Arranca no Conselho Local da Cruz Vermelha de Cabo Verde, na Praia, a capacitação de um grupo de voluntários que vão estar no terreno, sensibilizando as comunidades sobre a importância do “Djunta Mon”, ou seja de ações consertadas e conjuntas para o sucesso que se almeja no combate a Dengue.
A iniciativa da Cruz Vermelha enquadra-se na Operação Dengue #Zero#, focada em auxiliar as autoridades neste combate que é de todos. Assim sendo a CVCV vai trabalhar em estreita cooperação com o Ministério da Saúde, Delegacia da Saúde, Proteção Civil, Associações e líderes Comunitários, Instituto Nacional de Saúde Pública, com apoio técnico da IFRC.
A operação é financiada em 39.800.658,00 CVE pelo DREF - Disaster Response Emergency Fund (Fundo de Emergência de Resposta a Desastres – um mecanismo de financiamento interno da IFRC) mais 10.000.000,00 CVE, mobilizados através de recursos internos da CVCV.
Na capital, as associações comunitárias serão todas engajadas nesta luta, que requer o envolvimento de todos para respostas imediatas. Achada Eugénio Lima é um dos bairros mais afetados pelo que a representante da Associação Comunitária, Ricardina da Veiga diz estarem disponíveis para “apoiar, fazer a nossa parte para juntos combatermos a Dengue”.
Ainda estão na lista dos mais afetados as zonas de: Ponta d’Água, Bela Vista, Vila Nova, Palmarejo, Cidadela, Achada de Santo António, Safende, Achada de São Filuipe e Calabaceira.
Formações
As formações são ministradas por autoridades na matéria. Os voluntários são capacitados por especialistas em comunicação de risco, assuntos comunitários, enfermeiros, especialistas em saúde pública, proteção civil, luta anti vectorial, entre outros.
No primeiro dia a ação foi orientada por Angela Vaz, Ponto Focal para Assuntos Comunitários da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Davidson Monteiro, Técnico do Laboratório de Entomologia Médica do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), Argentina Fortes, Técnica do Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), responsável pela Comunicação de Risco e pelo enfermeiro Natalino Monteiro.
Para a operação Dengue #Zero# a CVCV pretende a capacitação cerca de 350 voluntários para um combate efetivo nas diferentes comunidades de acordo com Abdoul Wahabou, Diretor do Gabinete de Catástrofes da Cruz Vermelha de Cabo Verde.
Os bravos voluntários
Engajados, mostrando interesse e vontade de fazer acontecer. É assim que estão os voluntários que participam nas ações de formação.
A Cruz Vermelha orgulha-se de ter voluntários unidos e preparados para, em situação de vulnerabilidade e ou adversidade estar pronta para uma melhor intervenção, com impacto imediato.
Enaltecendo a união entre as autoridades nacionais neste combate a Dengue, o Delegado Regional do Cluster Regional da Federação Internacional da Cruz Vermelha, em Dakar, Alexandre Claudon não tem dúvidas de que “Juntos: com uma missão comum e mecanismos de respostas comuns é possível conseguir as soluções desejadas”.
Acrescenta ainda que é com orgulha que regista o trabalho que tem sido feito pela Cruz Vermelha de Cabo Verde, tendo os voluntários como o coração da Instituição. “Podem ter a certeza de que são gente comprometida, inovadora e corajosa”, diz.