A Casa de Jogos da Cruz Vermelha de Cabo Verde, em Palmarejo, exibe o nome do Membro Honorário da Cruz Vermelha, que vem apoiando no sistema de automatização dos Jogos Sociais em Cabo Verde: Carlos Manuel Calvelas Vicente.

A casa de Jogos Calvelas Vicente surge como forma de homenagear e reconhecer todo o contributo que o Membro Honorário tem dado à Instituição e em especial através da assessoria no processo de implementação de reforma e automatização do sector dos jogos sociais.

Calvelas Vicente foi agraciado como Membro Honorário da CVCV, por voto unânime do Conselho Superior, em maio de 2019, no âmbito das comemorações do Dia da Cruz Vermelha. E agora, cinco anos depois, no mesmo mês da Cruz Vermelha, o seu nome é emprestado a Casa de Jogos, que ele tanto tem impulsionado.

Quem é o Homenageado

Carlos Manuel Calvelas Vicente nasceu em Portugal a 30 de Dezembro de 1950. Tem larga experiência na implementação de jogos sociais, enquanto colaborador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (entidade que organiza/explora os jogos sociais em Portugal), onde iniciou as funções no então designado Departamento Totobola, fundado em 1961. 

Durante quase quatro décadas fez parte das diversas fazes do desenvolvimento dos jogos sociais em Portugal, desde o surgimento de novos jogos - Loto, Joker, Lotarias várias, que motivaram a criação do Departamento de Jogos da Santa Casa de Misericórdia de Lisboa (SCML), até o online e o digital, tendo contribuído ativamente em todas as fazes do processo de automatização e modernização dos Jogos Santa Casa.

Desde 2001 que acompanha os PALOP na criação e desenvolvimento dos jogos sociais. Veio à Cabo Verde pela primeira vez em abril de 2002, para proceder ao levantamento das necessidades da CVCV com vista à possível participação da SCML no desenvolvimento dos Jogos Sociais de Cabo Verde.

Nas ilhas, Calvelas Vicente ficou encantado com a Morabeza do cabo-verdiano e pelos desafios que o país ilhéu enfrenta para manter vivo a tradição dos jogos sociais. Entre os desafios ele destacou a carência de meios físicos, materiais e humanos, do então sector de loto, que obrigavam a “exercícios de imaginação e improvisação”.

No mesmo ano, o novo membro honorário da CVCV propôs um protocolo entre a instituição cabo-verdiana e a SCML. O acordo de partilha de conhecimentos e bens foi rubricado logo em 2002 e a partir daí começou-se a imprimir uma nova dinâmica aos jogos nas ilhas.

A cooperação com a CVCV, continuou mesmo depois de ele se ter aposentado do Departamento de Jogos da SCML. Assim, durante os últimos 4 anos Calvelas Vicente vem colaborando de forma intensiva com a CVCV no projeto de Modernização e Transformação Digital dos Jogos Sociais da Cruz Vermelha de Cabo Verde, dando o seu contributo em todas as fazes do projeto, desde a elaboração dos regulamentos dos jogos, à formação dos agentes dos Jogos Sociais de Cruz Vermelha de Cabo Verde. 

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